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Armênia vai às urnas em eleição antecipada para eleger novo Parlamento

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Os armênios foram às urnas neste domingo (9) para eleger um novo Parlamento em eleições antecipadas provocadas pelo primeiro-ministro Nikol Pachinian, que espera conseguir maioria e reforçar seu poder.

As seções eleitorais abriram às 4h GMT (2h no horário de Brasília) e devem fechar às 16h GMT (14h em Brasília).

Os primeiros resultados oficiais devem começar a ser anunciados na segunda-feira de manhã.

Nove partidos políticos e duas alianças eleitorais disputam as 101 cadeiras do Parlamento armênio.

Segundo a legislação em vigor, um partido precisa alcançar um mínimo de 5% dos votos para obter representação parlamentar, enquanto uma coalizão eleitoral deve chegar a 7%.

Nikol Pashianian, um ex-jornalista de 43 anos, renunciou em 16 de outubro para forçar eleições antecipadas. Agora, espera obter maioria parlamentar nesta ex-república soviética do Cáucaso.

Ele chegou ao poder em maio passado, após liderar por várias semanas grandes manifestações contra o governo anterior. O Parlamento segue, porém, sob controle do Partido Republicano, do ex-presidente armênio Serzh Sargsian.

As eleições legislativas estavam programadas para 2022.

"Depois das eleições, desenvolveremos a democracia na Armênia e faremos uma revolução econômica", disse Pashinian, após votar em Erevan.

 

Depois de promover um ambicioso projeto de luta contra a corrupção, Pashianian prometeu "uma revolução econômica" em um país que tem 30% de sua população vivendo abaixo do limiar da pobreza, de acordo com dados oficiais.

Nikol Pashianian promete "firmar, primeiro, uma aliança estratégica com a Rússia e, ao mesmo tempo, reforçar a cooperação com os Estados Unidos e com a União Europeia".

Segundo os analistas, as eleições acontecem no momento em que Pashianian conta com grande popularidade.

Em setembro, seu partido político obteve uma esmagadora vitória nas eleições municipais da capital Erevan, com mais de 80% dos votos em uma cidade onde vivem 40% da população do país.

"As eleições foram convocadas em um momento de euforia revolucionária", disse à AFP o analista Guevorg Pogossian. "Mas, após a votação, esse sentimento vai cair, e Pachinian terá que enfrentar a realidade", acrescentou.

"Votarei em Pashianian, porque acredito que prenderá os políticos corruptos que saquearam o Estado durante anos", afirmou Iveta Bakhchian, uma florista de 43 anos.

Já Simon Martirosian, um aposentado de 67, garantiu que não votará no partido de Pashianian, "porque não teve nenhum resultado tangível".

"Nada mudou na minha vida nos sete meses que Pashianian está no poder. A vida do povo não melhorou", frisou.

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