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Protestos de 'coletes amarelos' devem parar Paris neste sábado

Governo promete "máxima firmeza" contra violência

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O quarto protesto do movimento chamado de "coletes amarelos" será realizado neste sábado (8) em Paris e outras cidades da França. O governo anunciou que 89 mil policiais participarão da operação de segurança, sendo oito mil somente em Paris. As tropas da capital francesa vão usar 12 veículos blindados nas ruas da cidade, algo que não acontecia desde 2005.


"Tememos que haja mortos e feridos. Perguntamos a nós mesmos quantos mortos e feridos haverá antes que Macron escute a revolta do povo", disse Benjamin Cauchy, um dos porta-vozes da ala moderada dos "coletes amarelos", que está disposta a dialogar com o governo e condena a violência.
Cauchy diz que "o governo quer fazer-nos passar por agitadores , mas não é assim. Não queremos mortos e feridos na nossa consciência. Talvez o presidente queira. Nós certamente não.
Queremos somente que ele escute a revolta do povo".


Ele pediu aos coletes amarelos que não "caiam na armadilha de se manifestarem amanhã em Paris e que respeitem os bens públicos e as forças de segurança". "Passamos de um protesto a um início de insurreição", disse. A prefeitura de Paris removeu mais de dois mil objetos, como grades, barreiras, entre outros, que podem ser usados para construir barricadas ou servir como armas em eventuais confrontos com a polícia.

Doze museus, inclusive o Louvre, dois teatros, a Opera de Paris e a Torre Eiffel anunciaram que não vão abrir as portas neste sábado por precaução. "Máxima firmeza amanhã", declarou o ministro do Interior, Christophe Castaner.

Na última quarta-feira, o presidente francês, Emmanuel Macron, desistiu de aumentar impostos sobre os combustíveis que deram início à onda de insatisfação. "Nenhum imposto merece que a paz civil seja posta em risco", disse primeiro-ministro francês, Edouard Phillippe. Manifestantes veem Macron como elitista que não fala com povo e ignora altos impostos e alto desemprego.


Nesta sexta-feira (7) estudantes protestaram contra o aumento na taxa de exames de admissão as universidades do país e pediram a renúncia do presidente francês. Pelo menos 200 jovens foram detidos em todo o país e, em Mulhouse, no nordeste francês, um policial ficou gravemente ferido após ser atropelado por um jovem em uma moto.