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Trabalho com cortes de oferta de petróleo não acabou, diz presidente da Opep

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O presidente da conferência da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e ministro de Energia e Indústria dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Mohamed Al Mazrouei, afirmou na abertura da reunião do cartel nesta quinta-feira, em Viena, Áustria, que não há dúvida até agora de que os cortes de produção em conjunto com outros 10 aliados sob o chamado acordo Opep+ têm sido um sucesso, mas "todos reconhecemos que o nosso trabalho não terminou".

"Gostaria de reconhecer e louvar as conquistas de países-membros da Opep, bem como produtores de fora da Opep participantes na 'declaração', por seus esforços contínuos ao longo dos últimos dois anos para perseguir um mercado global de petróleo equilibrado, estável e sustentável", disse em comunicado.

Segundo Al Mazrouei, é "vital" que os participantes da reunião em Viena, que a partir de amanhã incluirá também os aliados externos ao cartel, "examinem por completo a potencial lacuna entre oferta e demanda em 2019 e como isso poderia impactar os níveis de estoques e o equilíbrio de mercado 'conquistado a duras custas'".

Mais cedo, os negócios de contratos futuros de petróleo foram abalados pela percepção de que os integrantes do acordo do Opep+ ainda não chegaram a um acordo para a redução de sua produção combinada, afirmou hoje o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih.

Segundo Al-Falih, um corte de 1 milhão de barris por dia (bpd) seria suficiente para equilibrar os mercados de petróleo. O comentário frustrou expectativas de que a redução pudesse ser de até 1,4 milhão de bpd e levou os preços do Brent e do WTI a ampliar perdas em Londres e Nova York, chegando a cair 5% nos negócios da manhã.

"Portanto, é essencial que busquemos ir à frente com um relacionamento mais permanente com nossos produtores de fora da Opep, de forma a nos adaptarmos continuamente às dinâmicas de mercado", pontuou Al Mazrouei. "Aguardo ansiosamente pelo seu apoio em entregar as decisões certas durante nossa reunião hoje e o seu endosso por uma resolução positiva com nossos amigos de fora da Opep na sexta-feira."