OMS altera relatório sobre nutrição após pressão da Itália

País temia restrições contra produtos ícones de sua gastronomia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) modificou um relatório sobre nutrição após pressões da Itália, que temia medidas contra produtos ícones de sua gastronomia.

O documento conclusivo da Conferência Internacional sobre Nutrição, realizada na sede das Nações Unidas (ONU), em setembro, não tem mais expressões como "alimentos insalubres" e não pede a introdução de selos ou "robustas medidas fiscais" que poderiam penalizar itens ricos em gordura, açúcar ou sal.

A Itália temia que tais propostas pudessem abrir a porta para restrições a produtos como o queijo Parmigiano Reggiano, presunto cru e azeites. Em 2015, a OMS já havia causado revolta no país ao dizer que o consumo elevado de carnes processadas e embutidos, como salames e presuntos, pode causar câncer.

No entanto está em negociação na ONU uma resolução proposta por diversos países, como Brasil e França, que se baseia nos mesmos conceitos e pode ser levada à Assembleia-Geral no mês de dezembro.