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Arábia Saudita doará US$ 50 milhões à agência da ONU para os refugiados palestinos

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A Arábia Saudita confirmou nesta quarta-feira uma doação de 50 milhões de dólares à Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos, que enfrenta sérias dificuldades financeiras desde a interrupção da ajuda dos Estados Unidos decidida pelo presidente Donald Trump.

Abdallah al Rabia, que dirige o Centro Rei Salman de Ajuda Humanitária, fez o anúncio em uma entrevista coletiva em Riad na presença do comissário geral da UNRWA (na sigla em inglês), Pierre Krähenbühl..

O próprio Krähenbühl mencionou a doação em 19 de novembro, quando disse que Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait haviam se comprometido a doar à agência 50 milhões de dólares cada.

Na ocasião também destacou que a UNRWA havia conseguido reduzir o déficit orçamentário graças a contribuições da União Europeia e de países do Golfo.

"Todos vocês são conscientes de como este ano tem sido difícil para a UNRWA, sobretudo depois da decisão inesperada dos Estados Unidos de cortar o orçamento de 300 milhões de dólares", declaro na oportunidade.

No início do ano, a UNRWA anunciou um déficit de 446 milhões de dólares. E os cortes americanos agravaram ainda mais a situação.

"Depois de todos os esforços, toda a mobilização durante o ano (...) reduzimos o déficit a 21 milhões de dólares", destacou Krähenbühl, que considera o resultado "muito promissor".

O governo dos Estados Unidos, tradicionalmente o maior doador da UNRWA, anunciou em agosto o corte do financiamento à organização.

A administração Trump criticou a maneira como a agência da ONU opera e calcula o número de refugiados palestinos, e denunciou a natureza "tendenciosa" de suas atividades.

Além disso, o governo americano cancelou mais de 200 milhões de dólares de ajuda destinada à Cisjordânia ocupada e à Faixa de Gaza, ou seja, a quase totalidade dos fundos inicialmente previstos para os palestinos para o ano fiscal 2018.

A UNRWA proporciona ajuda aos palestinos que foram expulsos de suas casas ou fugiram em consequência da guerra árabe-israelense de 1948, assim como seus descendentes.

Israel e Estados Unidos não aceitam que os palestinos possam transmitir o status de refugiado a seus filhos e desejam reduzir o número de pessoas que se beneficiam da ajuda da UNRWA, o que os palestinos denunciam como uma violação de seus direitos.

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