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Ex-assessor de Trump viola acordo de delação premiada

Paul Manafort teria mentido durante interrogatórios

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Paul Manafort, ex-chefe de campanha do presidente Donald Trump, violou o acordo de delação premiada assinado com a equipe do procurador especial do "caso Rússia", Robert Mueller, em setembro passado.

Segundo o jornal "The New York Times", que cita relatórios da equipe de Mueller, Manafort mentiu em interrogatórios com os investigadores "sobre vários temas". O diário, no entanto, não especifica sobre quais assuntos ele teria mentido.

Os advogados de Manafort negam as acusações e garantem que todas as informações fornecidas até o momento são "verdadeiras". O jornal, por sua vez, diz que a equipe de Mueller está convencida de que o ex-chefe de campanha de Trump esconde detalhes sobre as supostas interferências russas.

Em setembro passado, Manafort se declarou culpado de conspiração contra os Estados Unidos e obstrução de Justiça e assinou uma delação premiada com o procurador especial. Ele já havia sido condenado por oito acusações de fraude fiscal e bancária, ao ter feito lobby para um partido ucraniano pró-Rússia.

Entre 2006 e 2015, o ex-chefe de campanha trabalhou como consultor do ex-presidente da Ucrânia Viktor Yanukovich, próximo a Moscou, e foi pago de forma ilegal por meio de paraísos fiscais.

No mês anterior, Michel Cohen, ex-advogado pessoal de Trump, já havia se declarado culpado de oito acusações, incluindo os subornos para comprar o silêncio de duas mulheres que dizem ter tido casos extraconjugais com o presidente.

Na ocasião, Trump criticou Cohen e elogiou Manafort, que acabara de ser condenado. "Sinto muito por Paul Manafort e sua família incrível. A 'Justiça' pegou um caso tributário de 12 anos, entre outras coisas, aplicou uma tremenda pressão sobre ele e, ao contrário de Michael Cohen, ele se recusou a inventar histórias para garantir um acordo. Muito respeito por esse bravo homem", disse.