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Itália confisca 1,5 bilhão de euros em bens ligados à máfia

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A Justiça italiana anunciou neste sábado o confisco de bens, principalmente empresas, de valor aproximado de 1,5 bilhão de euros, pertencentes aos herdeiros de um homem morto em 2016 e considerado próximo do chefe mafioso Matteo Messina Denaro.

O confisco "é, provavelmente, um dos mais importantes da história judicial italiana", assinala um comunicado da Direção de Investigações Antimáfia (DIA) sobre o arresto dos bens de Carmelo Patti, morto em janeiro de 2016, aos 81 anos.

Entre os bens confiscados estão empresas, sociedades imobiliárias, hoteis e estabelecimentos turísticos localizados em várias partes do país. "O valor atual destes bens, segundo uma estimativa cautelosa, é superior a 1,5 bilhão de euros", segundo a DIA.

A investigação, que durou meses, "colocou em evidência um desequilíbrio importante entre as receitas declaradas e os investimentos feitos por Patti", aponta o comunicado. "Além disso, permitiu estabelecer seus vínculos com personagens próximas ou pertencentes à família mafiosa de Castelvetrano", dirigida pelo chefe mafioso Matteo Messina Denaro, considerado líder supremo da Cosa Nostra, máfia siciliana.

Denaro, 56, é procurado desde 1993 e considerado sucessor dos grandes chefes históricos da Cosa Nostra, Toto Riina e Bernardo Provenzano, mortos na prisão em 2016 e 2017. Ele foi condenado à prisão perpétua por assassinatos, mas sua única foto conhecida remonta ao começo da década de 1990.

 

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