Fatos sobre morte de jornalista saudita podem nunca ser conhecidos, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que os fatos envolvendo o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi podem nunca ser conhecidos. Na última sexta-feira (16), autoridades ligadas à Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) disseram que a morte de Khashoggi não poderia ter acontecido sem o envolvimento do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.

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"Nossas agências de inteligência continuam a avaliar todas as informações, mas pode muito bem ser que o príncipe tivesse conhecimento desse evento trágico - talvez sim, talvez não!", afirmou o presidente americano em nota publicada pela Casa Branca.

Trump tem evitado culpar o príncipe herdeiro desde que a morte de Khashoggi veio à tona. A Arábia Saudita é aliada dos americanos na luta contra o Irã e, segundo Trump, os EUA "pretendem continuar como parceiros firmes para garantir os interesses do nosso país, de Israel e de todos os outros aliados na região".

No sábado (17), o Departamento de Estado negou que as agências tenham chegado a uma conclusão que ligasse o príncipe ao assassinato de Khashoggi, reforçando que há "várias perguntas sem resposta".

Khashoggi era colunista do jornal The Washington Post e foi assassinado no dia 2 de outubro dentro do consulado saudita em Istambul, na Turquia. Seu corpo teria sido esquartejado e o destino dos restos mortais é desconhecido. Autoridades turcas dizem ter provas de que o jornalista foi morto por agentes sauditas, os quais teriam seguido ordens superiores. (Flavia Alemi - [email protected])