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Internacional

Trump diz que vai avaliar relatório da CIA sobre morte de Khashoggi

Príncipe Mohammed Bin Salman teria "ordenado" o assassinato do jornalista, diz imprensa

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O presidente Donald Trump disse nesta sexta-feira (17) que irá avaliar as informações da Agência de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi. A imprensa norte-americana divulgou neste sábado informações de que a CIA concluiu que o príncipe Mohammed Bin Salman teria “ordenado” o assassinato do jornalista, morto em outubro no consulado saudita em Istambul, Turquia.

Segundo Trump, antes de falar sobre isso, ele deverá falar com a CIA e com o secretário de Estado, Mike Pompeo. “Temos de falar muito sobre este assunto. Porque temos uma excelente relação com a Arábia Saudita. Eles nos deram muitos negócios e ajudaram a desenvolver nossa economia”, afirmou Trump, antes de viajar para a Califórnia na manhã de hoje.

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Ele completou que há muitos fatores a se considerar, inclusive o bom momento de relações também com a Turquia. Desde a morte do jornalista e das denúncias de envolvimento do governo saudita com o assassinato, Trump tem tentado se distanciar do tema, motivado pela proximidade comercial com o país.

 

 

 

A informação de que a CIA interceptou chamadas que comprovariam o envolvimento do príncipe saudita Mohammed Bin Salman foi destaque de vários jornais nos Estados Unidos.

O New York Times informou que os agentes da CIA avaliaram que, pela maneira com que o principe saudita atua – com controle direto -, é muito improvável que o assassinato do jornalista tenha ocorrido sem a aprovação direta dele.

As investigações da CIA se basearam em chamadas telefônicas interceptadas dias antes da morte do jornalista. O Washington Post detalhou que foram interceptadas, entre outras chamadas, uma do principe herdeiro direcionada ao embaixador saudita nos Estados Unidos.

O jornalista Jamal Khashoggi vivia nos Estados Unidos e era um crítico do governo da Arabia Saudita. Ele desapareceu após ter entrado no consulado do país em Istambul.

Dezessete dias depois de sua morte, a Arábia Saudita anunciou que ele estava morto. Na versão apresentada, ele teria sido morto após uma briga dentro do consulado na capital turca.

Em algumas declarações, o país sustenta que o príncipe herdeiro não sabia dos planos de assassinato. A Turquia também informou que corrobora com a tese de que o assassinato do jornalista teria tido a participação de niveis mais altos do comando da Arábia Saudita.