Em clima de tensão, Trump ataca Macron no Twitter

Republicano ironizou baixa popularidade do presidente francês

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter para atacar seu homólogo francês, Emmanuel Macron, nesta terça-feira (13).

Em uma mensagem, o republicano ironizou o "nível muito baixo" de popularidade do colega francês, além de ter criticado Macron por ele ter alertado, na semana passada, sobre o ressurgimento do nacionalismo em todo o mundo.

"O problema é que Emmanuel sofre um nível muito baixo de aprovação na França, 26%, e uma taxa de desemprego de quase 10%", escreveu Trump.

"Ele estava apenas tentando entrar em outro assunto. A propósito, não há país mais nacionalista que a França, pessoas muito orgulhosas - e com razão!", acrescentou o chefe de Estado norte-americano.

Nos tuítes, Trump também ameaçou aumentar as tarifas sobre os vinhos franceses e fez uma referência a seu lema de campanha, "Fazer a América grande de novo!", ao escrever: "Façam a França grande de novo".

"A França produz vinhos excelentes, mas os EUA também. O problema é que a França torna difícil para os EUA venderem vinhos para a França e cobra grandes tarifas, enquanto os EUA tornam isso fácil para os vinhos franceses, cobrando tarifas muito baixas. isso não é justo, deve mudar", disse Trump.

O presidente dos Estados Unidos também voltou a criticar a ideia de Macron de criar um "verdadeiro Exército europeu", o qual permitiria uma menor dependência de Washington para defesa.

"Macron sugere construir seu próprio exército para proteger a Europa dos EUA, da China e da Rússia. Mas foi a Alemanha na Primeira e na Segunda Guerra Mundial. Como isso terminou para a França? Em Paris, estavam começando a aprender alemão antes de os EUA chegarem. Paguem pela OTAN!", afirmou.

A presidência francesa recusou "fazer qualquer comentário" sobre os tuítes do magnata.

Macron e Trump -

A tensão entre os dois presidentes começou em meio às comemorações pelo centenário do fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Trump ficou incomodado com Macron após o líder francês ter afirmado que a Europa precisa de seu próprio Exército e ter indiretamente atacado sua postura nacionalista.

O republicano, por sua vez, considerou "insolentes" as afirmações de seu colega francês e cobrou uma maior contribuição financeira dos países europeus à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).