Gaza, território palestino devastado por guerras e pobreza

A Faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita Hamas e mergulhada em um confronto com Israel desde 2014, é um enclave palestino pobre e superpovoado submetido por Israel a um bloqueio muito severo.

 

Limitada ao norte e a leste por território israelense, a oeste pelo Mediterrâneo e ao sul pelo Egito, a Faixa de Gaza é um pequeno território de 362 km2. Nele convivem dois milhões de palestinos, uma das mais altas densidades populacionais do mundo.

Após a guerra de 1948-1949, que explodiu por conta da proclamação do Estado de Israel, Gaza permaneceu sob a administração do Egito sem jamais ser anexada. Em junho de 1967, a Faixa foi ocupada por Israel.

 

Em 12 de setembro de 2005, Israel removeu seu último soldado no âmbito de um plano unilateral de retirada, depois de evacuar e desmantelar milhares de colônias, consideradas ilegais pela comunidade internacional.

Em junho de 2006, Israel impôs um bloqueio terrestre, aéreo e marítimo na região, após o sequestro de um de seus soldados. Um ano mais tarde, o endureceu ainda mais, enquanto o Hamas tomava o poder em Gaza.

Desde 2013, o Egito mantém fechado quase de forma permanente o posto fronteiriço de Rafah, a única entrada à área que não está nas mãos de Israel.

 

Desprovida de recursos naturais, a Faixa de Gaza sofre uma escassez crônica de água e combustível. O desemprego afeta 53% da população, da qual mais de dois terços depende da ajuda humanitária.

Em outubro de 2018, o Catar, sob o patrocínio da ONU e com o acordo de Israel, financiou a entrega de combustível destinado à única central elétrica do território.

Em novembro, Israel autorizou Doha a enviar 15 milhões de dólares para pagar os salários dos funcionários.

 

De 27 de fevereiro a 3 de março de 2008, Israel realizou a operação "Inverno Quente" após a morte de um israelense pelo lançamento de um míssil. Mais de 120 palestinos foram assassinados.

Em dezembro de 2008, Israel lançou uma ampla ofensiva aérea e terrestre para acabar com os lançamentos de mísseis (operação "Chumbo Endurecido"). Em 18 de janeiro do ano seguinte, um cessar-fogo entrou em vigor depois que 1.440 palestinos e 13 israelenses foram mortos.

Em novembro de 2012, o Exército israelense lançou a operação "Pilar Defensivo" com o assassinato seletivo do chefe militar do Hamas, Ahmed Yabari, ao qual se seguiram oito dias de ataques aéreos que provocaram a morte de 174 palestinos e seis israelenses.

Em julho de 2014, Israel começou a realizar a operação "Margem Protetora" para acabar com os lançamentos de mísseis e destruir os túneis cavados a partir do enclave palestino. Este confronto causou a morte de 2.251 pessoas do lado palestino e de 74 israelenses.

 

Em 30 de março de 2018 foi celebrada a grande "Marcha do Retorno", organizada pela sociedade civil e apoiada pelo Hamas, para reivindicar "o direito à volta" dos palestinos expulsos e dos que fugiram em 1948 depois da declaração do Estado de Israel.

Desde essa data, a Faixa de Gaza e seus arredores sofrem com a violência entre Israel e Hamas. Ao menos 231 palestinos foram mortos por disparos israelenses, especialmente durante manifestações.

Em 11 de novembro, uma incursão secreta das forças especiais israelenses em Gaza terminou com a morte de sete palestinos. A luta se agravou nos dias seguintes, com centenas de lançamentos de mísseis palestinos e ataques israelenses sobre Gaza, fazendo temer uma nova guerra.

 

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