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Internacional

Conferência sobre a Líbia fica cada vez mais enfraquecida

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Os principais protagonistas da crise da Líbia se reuniram nesta terça-feira (13) à margem da conferência sobre a Líbia, em Palermo, no sul da Itália, da qual o influente marechal líbio Khalifa Haftar e a Turquia desistiram de participar, o que enfraquece o encontro internacional.

O Haftar, que controla a maior parte do leste da Líbia, concordou em intervir em uma reunião paralela informal realizada nesta terça, também em Palermo, com a presença do primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.

Também estiveram presentes o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sissi, chefe do internacionalmente reconhecido Governo de Unidade Nacional (GNA), Fayez al-Sakharaj; o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian; e o primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev.

Também participaram o presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi; o primeiro-ministro argelino, Ahmed Ouyahia; o enviado da ONU para a Líbia, Ghassan Salame; e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

"Profundamente insatisfeita" por não ter sido convidada para a reunião informal, a delegação turca, chefiada pelo vice-presidente turco, Fuat Oktay, anunciou sua retirada da conferência.

"Qualquer encontro que exclua a Turquia é contraproducente para a solução do problema", lamentou, em uma declaração oficial.

Haftar concordou em se reunir com "presidentes de países vizinhos para discutir o desenvolvimento de um plano nacional e internacional" para a Líbia, afirma outro comunicado.

Mais cedo, o marechal Haftar anunciou que não participaria da conferência sobre o processo político do país realizada em Palermo.

Haftar já não quis participar da segunda em um jantar oferecido pelo chefe do governo italiano, mas se reuniu com ele mais tarde, segundo fotos difundidas por sua assessoria de imprensa.

O marechal, que luta contra o extremismo islamista, não queria se sentar junto a alguns dos que considera representantes desse movimento, indicou sua assessoria.

"É uma atitude de dois gumes, porque produz um efeito sensacionalista que a destaca no momento, mas os interlocutores que ele assim humilha sempre se lembram posteriormente", disse Khalel Harchaui, um especialista líbio da Universidade Paris-VIII.

A nova reunião acontece cinco meses após a realizada em maio em Paris e pretende desbloquear o clima político para alcançar um processo eleitoral mais realista em relação ao acordado na França com a celebração de eleições em 10 de dezembro.

Encarregada de encontrar uma solução para a estabilização da Líbia, atingida por divisões e pelas lutas de poder desde a queda do regime de Muammar Khaddafi em 2011, a ONU reconheceu que o processo eleitoral deve ser prorrogado para 2019.

Chefes de Estado e de Governo participam desta conferência, para a qual cerca de 30 países foram convidados, como Argélia, Tunísia, Egito, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Marrocos, França, Alemanha, Grécia e Espanha.

A União Europeia é representada pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e pela chefe da diplomacia, Federica Mogherini.

Por parte da Líbia estão presentes na conferência Shakarraj, Aguila Salah, presidente do Parlamento, e Khaled Al Mechri, presidente do Conselho de Estado em Trípoli.

Depois da conferência realizada em maio em Paris, o governo italiano queria que Palermo servisse de apoio ao "mapa da paz" das Nações Unidas para a Líbia, apresentado na semana passada em Nova York pelo emissário especial da Líbia, Ghassan Salamé.

"A Itália e a comunidade internacional apoiam o trabalho das Nações Unidas. É necessário superar o impasse que o processo líbio tem sido por muito tempo", disse Giuseppe Conte em entrevista ao jornal "La Stampa" publicado na segunda-feira.

Na segunda-feira, antes da conferência, foram realizadas reuniões de segurança entre Conte e Salamé e com os participantes da Líbia.

A conferência de Palermo é sobrecarregada por tensões entre facções e divisões da Líbia entre vários países.

A Itália, que mantém laços históricos com a Líbia, já que foi uma de suas poucas colônias, está preocupada com o problema dos migrantes e considera que a estabilidade nesse país do norte da África é uma condição necessária para o equilíbrio do Mediterrâneo.

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