Foguete palestino atinge ônibus em contra-ataque após operação secreta de Israel

Forças militares de Israel afirmam que um ônibus no sul do país foi atingido por um morteiro disparado por palestinos, ferindo gravemente um adolescente nesta segunda-feira, 12. Israel respondeu enviando aviões para atacar "alvos do terror" e afirma ter conduzido mais de 20 bombardeios. O Crescente Vermelho informou que ao menos três palestinos foram mortos. O ataque acontece um dia após a operação secreta em Gaza, que matou um comandante do Hamas, seis palestinos e um militar israelense.

O sistema de defesa aéreo de Israel interceptou a maior parte dos 100 foguetes disparados por Gaza, mas alguns chegaram aos seus alvos. Segundo a imprensa local, um rapaz de 19 anos e outras 5 pessoas ficaram feridas. Os foguetes caíram em pontos da região de Sha'ar Hanegev, onde fica a cidade de Sderot, também atingida.

O Hamas, grupo palestino que controla a Faixa de Gaza, e a Jihad Islâmica da Palestina, um grupo menor ao qual pertenciam os mortos de hoje, assumiram a autoria do ataque. "Em resposta ao crime de ontem, o comando das facções palestinas anuncia o início do bombardeamento das instalações do inimigo com dezenas de morteiros", disse o Hamas em declaração.

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, convocou uma reunião de emergência com a cúpula de segurança israelense para abordar a escalada de violência em Gaza.

No domingo, os palestinos lançaram 17 mísseis no sul de Israel em resposta à incursão israelense e aos ataques aéreos que deram cobertura à operação por terra das tropas israelenses. A operação, porém, terminou com ao menos um militar israelense morto e outro ferido.

O Hamas disse que as ações israelitas estragaram os esforços de Egito, Qatar e Nações Unidas em manter um cessar-fogo e aliviar um bloqueio israelense que aprofundou dificuldades econômicas em Gaza.

Israel e Hamas lutaram três guerras, sendo a última em 2014. O grupo palestino capturou a Faixa de Gaza de forças leais ao presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, em 2007. (Com agências)