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Erdogan diz que áudio que prova morte de jornalista foi compartilhado com países

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Uma gravação em áudio que autoridades turcas usaram para concluir que o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi assassinado por agentes sauditas foi compartilhado com quatro aliados ocidentais, disse o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aumentando a pressão sobre Riad.

Erdogan disse que a gravação, que autoridades turcas disseram captar as vozes de agentes matando o escritor dissidente saudita dentro do consulado do reino em Istambul em 2 de outubro, foi compartilhada com os EUA, Alemanha, França e Reino Unido, além da Arábia Saudita.

"Todos eles conhecem as conversas, eles os escutaram", disse Erdogan aos repórteres no aeroporto de Ancara, antes de seguir para a França, onde se juntou ao presidente americano, Donald Trump, e outros líderes mundiais para as comemorações do centenário do fim da Primeira Guerra Mundial.

Esta foi a primeira vez que o próprio Erdogan mencionou a existência da gravação de áudio, que autoridades turcas disseram fornecer informações sobre como os eventos se desenrolavam dentro do consulado.

Erdogan está buscando mais apoio dos EUA e de outros aliados ocidentais enquanto pressiona a Arábia Saudita, e altos funcionários, que supostamente ordenaram o assassinato de Khashoggi. O presidente turco deve levantar a questão durante uma possível reunião com Trump na França neste fim de semana.

Autoridades sauditas detiveram 18 pessoas supostamente ligadas à operação de assassinato, mas não revelaram os resultados de sua própria investigação. Dois assessores próximos do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman foram demitidos em conexão com o assassinato e agora estão sob investigação criminal na Arábia Saudita. Mas o governo saudita negou que o príncipe Mohammed, o governante do dia-a-dia do reino, tivesse algum conhecimento direto da operação.