Jornal do Brasil

Internacional

Grupo armado solta 79 estudantes sequestrados em Camarões

A milícia continua mantendo 3 pessoas em cativeiro

Jornal do Brasil

Os 79 estudantes sequestrados na segunda-feira (5) por um grupo armado em uma escola de Camarões, no continente africano, foram libertados hoje (7), informou o líder da Igreja Presbiteriana do país, Fonki Samuel Forba.

 

Os alunos, que possuem entre 11 e 17 anos de idade, foram deixados pelo grupo armado em uma igreja na cidade de Bafut, a cerca de 24 quilômetros de distância de Bamenda, local onde os jovens foram raptados.

"Eles foram trazidos para uma de nossas igrejas, perto de Bamenda, mas os estudantes parecem cansados e psicologicamente torturados", informou Forba.

 

O líder da entidade religiosa também pediu para que os pais levem os estudantes de volta para casa, mas lamentou que deverá fechar a escola, que conta com cerca de 700 alunos.

 

De acordo com a rede "BBC", o diretor da instituição de ensino, o motorista da escola e um professor ainda estão em cativeiro, apesar do grupo armado ter liberado os estudantes. O ministro camaronês da Comunicação, Issa Bakary Tchiroma, informou que desconhece o estado de saúde do trio.

Forba informou que esse é a segunda vez que alunos da mesma escola são sequestrados por grupos armados. Na primeira ocasião, em 31 de outubro, 11 estudantes foram raptados, e todos foram libertados após a igreja ter pagado um resgate de quase US$ 4 mil.

 

"Nós não podemos mais continuar, a segurança deles não é garantida pelo Estado e os grupos armados constantemente os atacam e sequestram", relatou Forba.

Um vídeo com os reféns foi divulgado na segunda-feira (5), e nele é mostrado que um dos prisioneiros afirmando que o sequestro foi realizado pelo "Amba Boys", um termo utilizado no país para descrever os rebeldes separatistas.

 

Desde 2016, o Camarões enfrenta uma crise sociopolítica. Os separatistas pretendem criar um estado independente chamado Ambazonia, visto que a população da nação que fala inglês estaria enfrentando muita discriminação pelos camaroneses que falam francês, que também é uma língua oficial do país.



Tags: Camarões

Recomendadas para você