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Marido de Asia Bibi pede ajuda à Itália

Paquistanesa cristã foi condenada por "blasfêmia"

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O marido de Asia Bibi, mulher presa no Paquistão por ser cristã, lançou nesta terça-feira (6) um apelo para a Itália ajudá-la a sair do país asiático.

Bibi havia sido condenada à pena de morte em 2010 por blasfêmia, mas a Suprema Corte paquistanesa a absolveu no último dia 31 de outubro. Mesmo assim, ela continua detida, já que as autoridades carcerárias dizem não ter recebido os documentos necessários para sua libertação.

Nos últimos dias, muçulmanos ultraconservadores realizaram grandes manifestações contra a absolvição de Bibi e exigiram do governo o compromisso de não permitir que ela deixe o Paquistão. "Peço ao governo italiano e faço um apelo: ajudem-nos a sair do Paquistão, eu e minha família estamos em perigo", declarou o marido Ashiq Masih em uma mensagem em vídeo.

Segundo ele, a família tem tido dificuldade até para conseguir comida. Masih e sua filha, Eisham, estiveram na Itália em 24 de fevereiro de 2018, quando o Coliseu de Roma foi iluminado em homenagem às pessoas perseguidas por razões religiosas.

O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, disse que está trabalhando com "outros países ocidentais", mas "com discrição para evitar problemas para a família". "Posso assegurar que eu me preocupo que mulheres e crianças com risco de morrer tenham um futuro", afirmou Salvini, responsável pelas novas políticas antimigratórias de seu país.

Masih já havia feito apelos pela segurança de Bibi a Estados Unidos, Reino Unido e Canadá. A mulher foi condenada por ter insultado o profeta Maomé durante uma briga com camponeses muçulmanos ocorrida em 2009, mas sempre alegou inocência.

Em sua sentença de absolvição, a Suprema Corte afirmou que "a tolerância é o princípio básico do Islã" e que a religião "condena a injustiça e a opressão".



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