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Família de jovem desaparecida cobra Vaticano sobre ossadas

Polícia investiga se os restos mortais são de Emanuela Orlandi

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A família de Emanuela Orlandi, adolescente vaticana desaparecida há 35 anos, pediu nesta quarta-feira (31) esclarecimentos à Santa Sé e ao Ministério Público de Roma sobre os ossos encontrados em um edifício de propriedade da Igreja Católica na capital italiana.

 

Os familiares de Orlandi querem saber em que "circunstâncias foram achadas as ossadas" e como os restos mortais foram conectados ao desaparecimento da jovem. "O boletim emitido ontem à noite pela Santa Sé fornece poucas informações", disse a advogada dos parentes, Laura Sgrò.

 

Os ossos foram encontrados na sede da Nunciatura Apostólica (espécie de embaixada do Vaticano) em Roma, em um anexo que passa por reformas. Os investigadores cogitam que os restos possam ser de Orlandi ou de Mirella Gregori. As duas desapareceram em 1983, quando tinham 15 anos de idade, e a primeira era cidadã do Vaticano.

 

As ossadas passarão por análises nos próximos dias, mas até o momento não se sabe nem mesmo se pertencem a uma única pessoa ou se são de mulher. Segundo o médico legista Giovanni Arcudi, o resultado de um exame de DNA pode demorar de sete a 10 dias para sair.

 

Essa não é a primeira vez que a polícia italiana investiga a relação entre ossadas e os desaparecimentos de Orlandi e Gregori. Em 2012, investigadores encontraram cerca de 400 caixas com ossos na igreja de Santo Apolinário, em Roma, onde estava sepultado o mafioso Renatino De Pedis, suspeito de envolvimento no sumiço de Orlandi. Os exames, contudo, não encontraram ligação com as jovens.

 

Gregori sumiu após dizer para sua mãe que tinha um encontro com um colega de escola, que, por sua vez, estava em outro compromisso. Já Orlandi desapareceu enquanto voltava para casa.

 

Até hoje não foi encontrada nenhuma prova de que os dois casos estejam ligados.



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