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Pentágono reforça efetivos na fronteira com México

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O Pentágono vai enviar mais 800 homens à fronteira com o México, informaram nesta quinta-feira à AFP dois funcionários americanos, no momento em que avança uma caravana de emigrantes hondurenhos em direção aos Estados Unidos.

Este reforço se somará aos cerca de 2 mil membros da Guarda Nacional já mobilizados para operações de apoio na fronteira.

Espera-se que o secretário da Defesa, Jim Mattis, assine a ordem para o envio dos 800 homens adicionais até o final de semana, revelou um funcionário do Pentágono.

O contingente será constituído por médicos e engenheiros, e ficará encarregado principalmente de car apoio logístico.

O porta-voz do Pentágono, comandante Bill Speaks, disse que o departamento de Defesa está trabalhando com o departamento de Segurança Interna (DHS) para determinar "os detalhes do apoio" às autoridades fronteiriças.

O presidente americano, Donald Trump, reafirmou nesta quinta-feira no Twitter que poderá utilizar os militares para enfrentar esta "emergência", prosseguindo com seu discurso contra a imigração, que foi um dos eixos de sua campanha, no momento em que se aproximam as eleições legislativas de 6 de novembro nos Estados Unidos.

A caravana partiu no dia 13 de outubro da cidade de San Pedro Sula, em Honduras, com milhares de pessoas que planejam entrar nos Estados Unidos. Trump critica a questão de modo praticamente diário.

A ONU avalia que cerca de 7 mil pessoas viajam na caravana.

Na tarde desta quinta-feira, Trump disse para os membros da marcha darem meia-volta.

"Voltem ao seu país e, se desejarem, enviem um pedido de cidadania, como fazem milhões de pessoas".

O jornal New York Times informou na quinta-feira à noite que Trump está considerando emitir uma ordem executiva para impedir que os migrantes centro-americanos atravessem a fronteira.

Esta ordem invocaria o mesmo capítulo da lei de imigração que Trump citou para apoiar sua proibição de viagem aos Estados Unidos dos cidadãos muçulmanos, afirma o jornal.

A ordem também criaria novas leis que desqualificariam como solicitantes de asilo os migrantes que atravessam a fronteira entre postos fronteiriços, afirma o NYT, que citou pessoas próximas ao plano, mas estabeleceria exceções para vítimas de torturas em seus países.

Em termos gerais, a ordem evitaria que centenas de pessoas que integram a caravana entrem nos Estados Unidos e solicitem asilo, de acordo com o jornal.



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