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May admite ampliar prazo de transição do Brexit

Conversas continuam travadas na questão das Irlandas

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A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, confirmou nesta quinta-feira (18) que está discutindo com a União Europeia um aumento do período de transição do "Brexit", que está marcado para ocorrer em 29 de março de 2019.

 

Londres e Bruxelas já concordaram que, caso cheguem a um acordo, haverá um período de transição até 31 de dezembro de 2020, mas a imprensa britânica especula que o prazo poderia ser alongado em um ano para facilitar as negociações.

 

May negou que o novo período de transição possa ser ampliado até 31 de dezembro de 2021, mas admitiu que aceitaria um aumento menor. "Nessa fase, surgiu a ideia de criar uma opção para estender o período de implantação, mas seria só por alguns meses", disse.

 

A primeira-ministra, no entanto, afirmou esperar que isso não ocorra. "Estamos trabalhando para ter a futura relação [com a UE] até o fim de dezembro de 2020. Em todo caso, não será necessária uma proposta desse tipo, espero que a transição termine em dezembro de 2020", acrescentou.

 

A cúpula europeia da última quarta-feira (17) sobre o Brexit terminou sem avanços nas tratativas e com a perspectiva de não convocar uma reunião extraordinária em novembro, como estava previsto anteriormente.

O objetivo do encontro do mês que vem seria bater o martelo no acordo com o Reino Unido.

 

O principal nó ainda é a questão da fronteira entre República da Irlanda, que faz parte da UE, e Irlanda do Norte, que é território britânico.

 

As negociações do Brexit são regidas por um princípio chamado "backstop", que garante que, se não houver acordo, a fronteira entre as Irlandas permanecerá inexistente. Neste caso, a Irlanda do Norte continuaria no mercado comum e na união alfandegária e ficaria submetida a regras diferentes do restante do Reino Unido.

Os defensores de um Brexit mais duro alegam que isso seria a anexação de território britânico pela UE. Por outro lado, o acordo de paz entre as Irlandas, assinado em 1998, prevê fronteiras abertas, ao reconhecer as ligações históricas entre os dois territórios. O governo May insiste para que o chamado "backstop" valha para todo o Reino Unido.



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