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Aviação de Israel ataca Faixa de Gaza em represália a disparos de foguetes

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A Força Aérea de Israel executou nesta quarta-feira uma série de ataques na Faixa de Gaza em resposta a disparos de foguetes, os primeiros em várias semanas a partir do território palestino e que foram condenados pelo movimento islamita Hamas.

Os aviões israelenses apontaram contra 20 alvos militares na Faixa de Gaza em represália aos disparos de dois foguetes contra Israel. Um palestino morreu nos ataques, informou o ministério da Saúde de Gaza.

"O Hamas é totalmente responsável por este ataque", disse o porta-voz militar israelense, o tenente-coronel Jonathan Conricus.

O movimento islamita que controla o território condenou os lançamentos de foguetes contra Israel. Em um comunicado conjunto com seus aliados, o Hamas afirma que rejeita "todas as tentativas irresponsáveis" de enfraquecer uma mediação egípcia para uma trégua de longa duração, incluindo os disparos registrados durante a noite.

O fogo cruzado acontece em um momento de crise, que provoca o temor de um novo conflito entre Israel e os grupos armados palestinos, entre eles o Hamas.

Israel também anunciou o fechamento por tempo indeterminado das passagens de fronteira com a Faixa de Gaza, para produtos e pessoas, reforçando ainda mais o bloqueio do território.

A Faixa de Gaza tem apenas uma passagem de fronteira com o Egito.

Na terça-feira à noite, dois foguetes foram disparados a partir de Gaza contra Israel.

Um projétil atingiu Beer-Sheva (sul), a 40 km de Gaza, e provocou graves danos à casa de uma família com três filhos. A mãe salvou a vida das crianças ao levá-las para um abrigo, poucos segundos antes da explosão, informou o exército israelense.

O outro caiu no mar, na costa de Tel Aviv, 70 km ao norte da Faixa de Gaza.

"Às 04H00 desta manhã, os israelenses da cidade de Beer-Sheva correram para os abrigos após o disparo de um foguete da Faixa de Gaza contra Israel", informaram as Forças Armadas.

"Defenderemos a população civil israelense", acrescentou o comunicado, antecipando que haveria resposta, algo quase sistemático nestes casos.

Durante o amanhecer, os militares anunciaram que aviões de combate haviam começado a atacar "alvos terroristas na Faixa de Gaza".

Seis objetivos foram atingidos, informou o Hamas em um comunicado. De acordo com imagens divulgadas pelo exército israelense, um palestino, Naji al Zaanen, 25 anos, morreu quando pretendia lançar um foguete contra o território de Israel.

Até o momento não foi determinado quem disparou os foguetes a partir da Faixa de Gaza.

Os esforços do Egito e da ONU há várias semanas para obter uma trégua parecem distantes de alcançar a meta.

Na terça-feira, o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou que era necessário dar um "golpe severo" no Hamas em Gaza.

Israel e Hamas protagonizaram três guerras desde 2008 e mantêm um cessar-fogo relativo desde o conflito de 2014.

Desde 30 de março, a Faixa de Gaza, território empobrecido entre Israel, o Mediterrâneo e o Egito, é cenário de uma ampla mobilização contra o bloqueio terrestre e marítimo israelense, em vigor há mais de 10 anos. Os manifestantes também exigem o direito de retorno dos palestinos às terras das quais foram expulsos ou que abandonaram com a criação de Israel em 1948.

As manifestações, geralmente violentas, acontecem perto das cercas de fronteira instaladas por Israel, estreitamente vigiadas.

Na noite de 8 de agosto, mais de 180 foguetes foram disparados contra Israel. Os soldados israelenses responderam e atacaram mais de 150 objetivos militares do Hamas.

Desde 30 de março, os soldados israelenses mataram 206 palestinos, muitos deles quando protestavam perto da fronteira e outros em ataques de tanques ou da aviação. Um soldado israelense morreu nos confrontos.

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