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Internacional

Pyongyang denuncia intenção "maligna" de Washington com as sanções

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A imprensa estatal norte-coreana critica o governo dos Estados Unidos por sua vontade "maligna" de manter as sanções contra Pyongyang, além de acusar o presidente Donald Trump de impedir o progresso das relações intercoreanas.

Os comentários ameaçam prejudicar as negociações entre Estados Unidos e Coreia do Norte, e em especial a organização de um segundo encontro de cúpula entre Trump e o dirigente norte-coreano Kim Jong Un.

Durante a primeira reunião em junho em Singapura, Kim reiterou um vago compromisso da Coreia do Norte a favor da desnuclearização da península. Mas o governo dos Estados Unidos defente a manutenção das sanções enquanto o Norte não cumprir com a "desnuclearização final e totalmente verificável".

Washington atua em um "jogo duplo", afirma um editorial publicado pela agência KCNA, e ameaça "destruir" a oportunidade diplomática entre os dois países.

"Estados Unidos ... respondem à boa fé com o mal", completa o texto.

O artigo foi publicado poucos dias depois de uma nova visita a Pyongyang do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que afirmou ter mantido conversas "produtivas" sobre a desnuclearização com o líder norte-coreano.

Durante uma visita anterior a Coreia do Norte em julho, Pompeo já havia mencionado "progresso". Depois, no entanto, Pyongyang condenou o que chamou de "métodos de gangster" dos americanos, acusados de exigir o desarmamento de forma unilateral, sem fazer concessões.

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