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Trump cita possibilidade de jornalista ter sido vítima de 'assassinos comuns'

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O presidente americano Donald Trump citou nesta segunda-feira (15) a possibilidade de o jornalista saudita Jamal Khashoggi, desaparecido desde que entrou no consulado saudita em Istambul, ter sido morto por "assassinos comuns".

Após receber uma "negativa muito, muito forte" do rei Salman da Arábia Saudita sobre o envolvimento de Riad no desaparecimento do jornalista, Trump afirmou à imprensa na Casa Branca "que talvez deve ter sido obra de assassinos comuns. Quem sabe?".

Mais cedo, no Twitter, Trump informou que conversou com Salman e disse que enviaria o seu secretário de Estado Mike Pompeu para a Arábia Saudita.

"Acabo de falar com o rei de Arábia Saudita que nega ter alguma informação do que pode ter acontecido com seu cidadão saudita", escreveu o presidente americano;

Khashoggi não é visto desde que esteve, em 2 de outubro, no consulado saudita em Istambul para um procedimento administrativo.

Segundo autoridades turcas, o jornalista foi assassinado por agentes sauditas.

O reino nega categoricamente qualquer envolvimento no desaparecimento do jornalista, um crítico do príncipe herdeiro Homamed Bin Salman e que vivia exilado nos Estados Unidos desde 2017 e colaborava com o jornal Washington Post.

O presidente americano, grande aliado da Arábia Saudita, citou pela primeira vez no final de semana a possibilidade de um envolvimento de Riad no caso e ameaçou o reino com um "castigo severo". Contudo, deixou claro que não pretende comprometer os milhões de dólares em contratos militares bilaterais.

Após dias de tensão, as autoridades sauditas devem permitir nesta segunda-feira que o consulado seja revistado por investigadores turcos.

 

sms/yow/mr



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