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Neofascista italiano pede desculpas por atirar em negros

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O militante neofascista Luca Traini pediu desculpas nesta quarta-feira (3) por ter atirado contra seis imigrantes negros em Macerata, no centro da Itália.


O crime ocorreu no início de fevereiro, poucos dias depois de o corpo de uma jovem de 18 anos, Pamela Mastropietro, ter sido encontrado esquartejado em uma cidade vizinha - os principais suspeitos do homicídio são traficantes nigerianos.


"Me desculpem, eu errei. Não tenho nenhum ódio racial, queria apenas fazer justiça pelo bombardeio de notícias sobre o tráfico disseminado por causa da imigração", declarou Traini, 29, durante seu julgamento. Ele disse ter "repensado" os fatos em seu período na prisão.


Após o atentado, investigadores encontraram em sua casa um exemplar do livro "Minha Luta", escrito pelo nazista Adolf Hitler, além de diversos objetos de inspiração fascista. "Tive uma infância difícil, mas não sou louco. Meu gesto não está ligado à cor da pele", afirmou.


Todos os imigrantes baleados por Traini sobreviveram, e nenhum deles tem ligações com os nigerianos acusados pela morte de Mastropietro. Apesar do pedido de desculpas do réu, o Ministério Público de Macerata solicitou uma pena de 12 anos de prisão por massacre agravado por ódio racial e porte abusivo de arma.



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