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Bispos chineses participarão de Sínodo pela 1ª vez

Reunião episcopal sobre jovens começa nesta quarta-feira (3)

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Pela primeira na história, bispos chineses participarão de um Sínodo, assembleia episcopal que acontece periodicamente no Vaticano e que neste ano terá como tema a juventude.

O secretário-geral do Sínodo, cardeal Lorenzo Baldisseri, revelou na última segunda-feira (1º) que dois bispos chineses estarão no encontro, que acontece de 3 a 28 de outubro.

"No passado a Santa Sé convidou bispos da China continental, mas eles nunca puderam vir", disse Baldisseri - o termo "China continental" é usado para diferenciar o gigante asiático de Taiwan, com quem o Vaticano mantém relações diplomáticas.

No último fim de semana, a China e a Santa Sé anunciaram um acordo provisório sobre a nomeação de bispos no país, até então feita à revelia do Papa. A partir de agora, Francisco terá o poder de empossar chefes de dioceses chinesas, embora sempre em diálogo com Pequim.

Por outro lado, o Pontífice aceitará a indicação de oito bispos empossados contra a vontade da Santa Sé, incluindo um já falecido. China e Vaticano não têm relações diplomáticas desde 1951, quando o menor país do mundo reconheceu a independência de Taiwan.

Atualmente, a nação asiática conta com uma "igreja oficial", enquanto a Santa Sé atua quase na clandestinidade. O monopólio do cristianismo na China é exercido por uma conferência de bispos ligada ao Partido Comunista (PCC) e que não é reconhecida pelo papado.



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