Conheça as mulheres que acusam o indicado de Trump à Suprema Corte

O indicado pelo presidente americano, Donald Trump, à Suprema Corte, o juiz Brett Kavanaugh, enfrenta acusações de três diferentes mulheres que dizem ter sido assediadas sexualmente ou vítimas de comportamento abusivo de Kavanaugh há décadas.

As alegações atingiram Washington e ameaçam atrapalhar a confirmação do juiz de 53 anos.

Veja a seguir quem são as mulheres e do que estão acusando Kavanaugh.

A primeira acusadora de Kavanaugh a se apresentar publicamente é atualmente professora de Psicologia na Universidade de Palo Alto, na Califórnia, disse que Kavanaugh a assediou em uma festa no subúrbio de Maryland no início dos anos 1980, quando ela tinha 15 anos e ele, 17.

Ambos frequentavam escolas preparatórias particulares na área de Washington.

Ela acusa Kavanaugh e seu amigo Mark Judge de estarem bêbados enquanto a imobilizavam, passavam a mão em seu corpor e tentavam tirar sua roupa. Kavanaugh supostamente teria tapado a sua boca quando tentou gritar.

"Achei que, inadvertidamente, ele poderia me matar", declarou Ford em um texto publicado pelo Washington Post na semana passada. "Ele tava tentando me atacar e tirar as minhas roupas".

Originalmente, Ford veio a público em julho, quando enviou uma carta confidencial detalhando as acusações à senadora Dianne Feinstein, importante democrata no Comitê Judicial do Senado que está analisando a indicação de Kavanaugh.

O juiz nega as acusações. Ele e Ford devem testemunhar separadamente diante do comitê na quinta-feira.

 

Dias após o texto de Ford ser publicado, a revista The New Yorker relatou acusações separadas contra Kavanaugh por parte de uma colega da Universidade de Yale.

Deborah Ramirez, de 53 anos, afirma que Kavanaugh mostrou seus genitais a ela no começo da década de 1980 durante uma festa da faculdade, quando os dois eram calouros em Yale, aproximando suas partes íntimas do rosto dela, fazendo com que tocasse nele sem o seu consentimento enquanto o afastava.

Ramirez reconheceu que estava embriagada quando os estudantes a desafiaram durante um "drinking game", e que não lembra exatamente de tudo daquela noite. Mas tem certeza que Kavanaugh estava lá.

Kavanaugh negou que o incidente tenha ocorrido, chamando de "uma calúnia, pura e simples". E o próprio Trump disse que Ramirez estava "confusa" na festa, e que os democratas estavam "brincando" com as acusações.

Ramirez passou anos trabalhando para uma organização que ajuda vítimas de violência doméstica.

 

Nesta quarta-feira, novas acusações bombásticas foram feitas, desta vez por Julie Swetnick, que alega ter estado em várias festas do colégio que também eram frequentadas por Kavanaugh.

Em uma declaração juramentada divulgada por seu advogado, Swetnick diz que viu Kavanaugh "ter uma conduta altamente inapropriada", incluindo "acariciar e agarrar garotas sem o consentimento delas".

Swetnick indicou que foi estuprada por garotos em uma das festas "onde Mark Judge e Brett Kavanaugh estavam presentes".

Swetnick, que diz ter trabalhado extensivamente com várias agências do governo dos Estados Unidos ao longo de sua carreira, declarou estar à disposição para testemunhar diante do Congresso se for convocada.

Kavanaugh, em um comunicado divulgado pela Casa Branca, disse que não conhece a acusadora e que as suas acusações estão "além da imaginação".

 

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