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Ativista que denunciou assédio sexual é condenada no Egito

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Um tribunal egípcio pronunciou uma sentença de dois anos de prisão com suspensão condicional da pena contra uma defensora dos direitos humanos detida em maio após publicar um vídeo em que criticava o assédio sexual no Egito, anunciou sua advogada neste sábado.

Amal Fathi, 33, foi condenada por divulgar notícias falsas e multada em 560 dólares, informou sua defensora, Doaa Mustafa, à AFP. "Contestaremos a decisão", afirmou a advogada, explicando que Amal poderia pagar 20 mil libras para que a sentença fosse suspensa.

Amal, porém, segue detida, à espera de julgamento por outro caso, em que é acusada de pertencer a um grupo terrorista, assinalou Doaa.

A Anistia Internacional chamou de vergonhoso o veredito de hoje contra Amal, que, em sua opinião, foi condenada "apenas por sua coragem de se pronunciar contra o assédio sexual".

"Este é um caso intolerável de injustiça, em que um sobrevivente é condenado enquando o abusador permanece solto", diz Najia Bunaim, membro da ONG, em um comunicado.

"Amal é uma defensora dos direitos humanos e sobrevivente de assédio sexual que contou sua verdade ao mundo e destacou a questão vital da segurança das mulheres no Egito", assinalou Bunaim. "Ela não é uma delinquente, e não deveria ser punida por sua coragem."

Amal foi detida em maio, após publicar no Facebook um vídeo em que acusa as autoridades de não protegerem as mulheres e os seguranças de um banco de terem-na assediado sexualmente.

Cerca de 60% das mulheres egípcias dizem que já foram vítimas de alguma forma de assédio sexual , de acordo com um relatório de 2017 da ONU Mulheres e Promundo.

 

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