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O Show de Trump em Nova York

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Donald Trump entrou em cena durante quase uma hora e meia na entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira, em um hotel de Nova York, envolvendo os jornalistas em um redemoinho de declarações.

Coreia do Norte, China, mulheres, Irã, Suprema Corte, curdos, Justin Trudeau e Israel foram os principais temas do show de Trump, realizado no hotel Lotte New York Palace, na Madison Avenue, não muito distante da Trump Tower.

 

"Se eu não fosse eleito, haveria uma guerra" nuclear com a Coreia do Norte, afirmou Trump antes de acrescentar que "ninguém mais está falando sobre isso".

 

"Ele ama Israel mas também será muito justo com os palestinos", disse Trump em referência a seu genro e principal assessor, Jared Kushner, que tem trabalhado no tema.

"Concluindo: se israelenses e palestinos querem um Estado, tudo bem. Se desejam dois estados, está bom para mim. Estou feliz se eles ficarem felizes".

 

"Se tivéssemos George Washington (...) os democratas votariam contra ele", disse para ilustrar sua frustração com o que considera uma obstrução sistemática de seus opositores a Brett Kavanaugh como membro da Suprema Corte.

"Pode ter feito algumas coisas não muito aceitáveis, quem sabe?" - declarou sobre as acusações de abuso sexual contra Kavanaugh.

"Tive um monte de acusações falsas contra mim. Realmente falsas acusações!" - prossegui Trump ao ser questionado sobre o mesmo tipo de denúncia contra ele.

"Fui uma pessoa famosa durante muito tempo", disse Trump para explicar as "falsas acusações" de mulheres em busca "de celebridade e dinheiro".

"Sempre digo que as mulheres são mais inteligentes que os homens".

 

"O Canadá nos trata muito mal. Tem tratado nossos agricultores do Wisconsin, do estado de Nova York e de muitos outros estados muito mal", declarou o presidente ao justificar sua recusa em encontrar o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, à margem da Assembleia Geral.

 

"As pessoas sabem que há um monte de notícias falsas. Muitas pessoas aqui sentadas estão equivocadas", declarou, repetindo uma de suas frases favoritas da campanha de 2016.

 

"São pessoas geniais, grandes guerreiros".

"Disse que o nosso país está mais forte do que nunca e é verdade. Ouvi risadas e reagi declarando que não esperava essa reação". "E rimos juntos", destacou Trump em entrevista coletiva.

"Os meios de comunicação falsos disseram que as pessoas riram de mim, mas não riram de mim". "As pessoas passaram um bom momento comigo", afirmou.

"Estávamos fazendo isso juntos. Passamos um momento bom. Respeitam o que foi feito. Os Estados Unidos é respeitado outra vez", quando antes "não era respeitado".

"Vou telefonar para ele amanhã e dizer: como vai?" - revelou sorrindo após declarar que "talvez" o presidente chinês já não seja seu amigo.

"Estão analisando Trump", acrescentou mais tarde para destacar que os chineses estão intrigados por este presidente ser tão diferente de seus predecessores.

 

 



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