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Mulher que acusou Kavanaugh diz que recebe ameaça de morte

Americana alega ter sofrido agressão sexual de magistrado

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A americana Christine Blasey Ford, que acusou o juiz indicado à Suprema Corte Brett Kavanaugh de agressão sexual, disse que recebeu ameaças de morte, as quais obrigaram sua família a se mudar. Os advogados da mulher, uma ex-colega de escola do magistrado, enviaram uma carta ao presidente da Comissão de Justiça do Senado americano, Chuck Grassley, contando sobre as ameaças. A defesa de Ford disse que seu e-mail também teria sido hackeado.

Grassley convidou a mulher para depor na próxima segunda-feira, como parte de uma apuração sobre a denúncia, que envolve o juiz indicado pelo presidente Donald Trump para assumir uma vaga na Suprema Corte dos Estados Unidos. Kavanaugh foi sabatinado pelo Congresso e precisa do aval do Senado para ser confirmado como novo juiz da Casa. No entanto, a denúncia de Christine Blasey Ford ofuscou o processo. A defesa da mulher também pediu que o FBI faça a investigação do caso, antes que o Senado decida sobre o juiz.

"Uma investigação completa por parte das foças de ordem assegurará que os fatos cruciais e as testemunhas dessa história sejam avaliados de modo imparcial, e que a comissão seja completamente informada, antes de conduzir qualquer audiência ou tomar qualquer decisão", pediu a defesa na mesma carta à Comissão.

A ideia tem o apoio dos senadores democratas, mas Trump já se mostrou contrário a uma investigação do FBI. Atualmente com 51 anos e professora de psicologia da Universidade de Palo Alto, a mulher alega que Kavanaugh, quando era adolescente, tocou-a, esfregou seu corpo no dela e tentou tirar sua roupa. Eles estudaram juntos em Maryland, nos anos 80.



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