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Chavismo fará marcha contra 'imperialismo' após reportagem do NYT

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O chavismo convocou uma marcha, na próxima terça-feira, contra o "imperialismo", após uma reportagem do The New York Times sobre reuniões entre funcionários do governo americano e militares da Venezuela acerca de um complô abortado para derrubar o presidente Nicolás Maduro.

"O imperialismo, o governo dos Estados Unidos, reconhece ter se reunido pelo menos três vezes com militares golpistas para dar um golpe de Estado", disse Diosdado Cabello, presidente da governista Assembleia Constituinte, na convocação para a marcha neste domingo.

Durante um ato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Cabello vinculou esses contatos à explosão de drones em 4 de agosto em uma parada militar liderada por Maduro.

"O magnicídio frustrado foi dirigido pelo imperialismo, quem tem dúvidas?", acrescentou.

Segundo o The New York Times, após as reuniões, as autoridades americanas decidiram não agir. O jornal não liga esses encontros ao caso dos drones.

No domingo, o ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, descreveu como "absolutamente inaceitável e injustificável que as autoridades do governo de Donald Trump participem de reuniões para encorajar e promover ações violentas por parte de setores extremistas".

No dia anterior, ao divulgar um link para a reportagem, o próprio Arreaza havia dito que o The New York Times oferecia "provas grosseiras" das "conspirações" de Washington.

 

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