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Justiça israelense autoriza demolição de vilarejo beduíno da Cisjordânia

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A Suprema Corte de Israel autorizou a demolição do vilarejo beduíno de Khan al-Ahmar, na Cisjordânia ocupada, depois de rejeitar os recursos contra a destruição.

A partir da retirada da medida judicial suspensiva, prevista para "dentro de sete dias", as autoridades israelenses poderão ativar a ordem de demolição de Khan al-Ahmar, situada ao leste de Jerusalém, perto das colônias israelenses.

O vilarejo é constituído principalmente de casas e estruturas precárias.

A ONU, alguns governos europeus e várias ONGs são contrários à demolição do vilarejo porque, alegam, permitirá uma ampliação das colônias e cortar a Cisjordânia em dois, complicando ainda mais a criação de um Estado palestino independente.

Em maio, a Suprema Corte rejeitou um pedido dos moradores contra a demolição da localidade, que para as autoridades foi construída ilegalmente, mas suspendeu de forma provisória a demolição depois de receber duas apelações jurídicas.

A suspensão perderá o efeito dentro de sete dias, informou nesta quarta-feira a Suprema Corte.

O governo israelense propôs aos moradores de Khan al-Ahmar a mudança para as proximidades de Abu Dis, na Cisjordânia ocupada, mas este se negam, alegando que o local fica próximo a um depósito de lixo, em uma zona urbana na qual seus animais não poderão pastar.

O ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman, celebrou a decisão da Suprema Corte.

"Felicito os juízes por sua decisão corajosa ante os ataques hipócritas orquestrados por Abu Mazen (Mahmud Abbas, presidente palestino), a esquerda e os países europeus", escreveu Lieberman no Twitter.

"Ninguém nos impedirá de exercer nossa soberania e nossa responsabilidade enquanto Estado", completou.

 

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