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Democratas querem adiar audiência com candidato de Trump para Suprema Corte

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O Partido Democrata reivindicou, nesta terça-feira (4), o adiamento da audiência de confirmação do juiz Brett Kavanaugh, candidato de Donald Trump para a Suprema Corte, cuja nomeação pode inclinar a balança dessa crucial instituição por várias gerações.

"Pedimos o adiamento" da sessão, disse o senador democrata Richard Blumenthal, interrompendo o líder republicano do Comitê Judiciário na abertura dos debates, após denunciar o atraso, com o qual receberam milhares de documentos para serem usados na audiência.

Os democratas manifestaram sua indignação por não terem podido consultar as milhares de páginas de documentos a tempo, depois de receberem 42.000 páginas na segunda-feira à noite, feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

Parece, porém, pouco provável que o pedido vá ser aceito na Comissão.

"Qual é a pressa? O que estamos escondendo ao não entregar esses documentos?", questionou o senador Cory Booker.

Os democratas pressionaram para ter acesso a todos os documentos referentes à extensa carreira de Kavanaugh, um juiz federal conservador que trabalhou na Casa Branca durante a gestão do presidente George W. Bush.

Kavanaugh teve uma posição importante na Casa Branca, onde controlava o fluxo de documentação para e do Salão Oval.

Os democratas suspeitam de que Kavanaugh tenha desempenhado algum papel nas decisões relacionadas com as técnicas de interrogatório ilegais usadas nas guerras do Iraque e do Afeganistão.

A senadora democrata Dianne Feinstein, número dois da Comitê, manifestou sua insatisfação antes da abertura da audiência: "Nunca tive uma audição como essa, onde os documentos são tão difíceis de obter".

"Isso mostra o quão absurdo é este processo", tuitou o líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

"Nenhum senador poderá revisar esses arquivos até amanhã", completou.

Apesar da forte oposição dos democratas, a confirmação do juiz Kavanaugh parece praticamente assegurada. A maioria republicana (51-49) foi temporariamente reduzida pela morte de John McCain, que será substituído por um correligionário.

A audiência deve durar quatro dias, com cerca de 30 oradores, incluindo a ex-secretária de Estado e ex-conselheira de segurança nacional, a republicana Condoleezza Rice.

 

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