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Kremlin: Exército sírio "se dispõe a resolver' problema do 'terrorismo' em Idlib

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As Forças Armadas sírias "se dispõem a resolver" o problema do "terrorismo" na província de Idlib, último bastião rebelde na Síria - disse nesta terça-feira (4) o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov.

"A situação em Idlib continua preocupando Moscou, Damasco, Ancara e Teerã", declarou Peskov à imprensa dois dias antes de uma cúpula tripartite entre Rússia, Turquia e Irã sobre a Síria.

"Formou-se um núcleo de terrorismo, e isso desestabiliza a situação", destacou.

"Minava os esforços para alcançar uma solução político-diplomática" na Síria e, "o que é principal, isso constitui uma ameaça importante para nossas bases" militares na Síria, acrescentou.

Segundo Moscou, dessa zona, são pilotados dezenas de drones que ameaçam a base aérea russa de Hmeimim.

"Sabemos que as Forças Armadas sírias se dispõem a resolver esse problema", acrescentou.

Na segunda-feira, o presidente americano, Donald Trump, advertiu Síria, Rússia e Irã sobre uma ofensiva em Idlib, estimando que uma operação nessa região poderia provocar "uma tragédia humana".

Idlib é a última região síria que Damasco não controla. Cerca de 60% da província está dominada pelo Hayat Tahrir al-Sham (HTS, formado por ex-membros da Al-Qaeda), e também há múltiplas milícias rebeldes.

Peskov não quis comentar as informações, segundo as quais aviões de guerra russos bombardearam Idlib nesta terça. O Ministério russo da Defesa também não se pronunciou.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), nesta terça, a aviação de guerra russa bombardeou várias zonas da província de Idlib, "depois de uma pausa de 22 dias".

 

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