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Manifestantes pró e contra estrangeiros protestam em Chemnitz

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Milhares de manifestantes saíram neste sábado à tarde às ruas de Chemnitz, no leste da Alemanha, em duas passeatas diferentes, uma em repúdio e a outra em apoio à política migratória do governo de Angela Merkel.

Até o momento, nenhum incidente importante foi registrado nesta mobilização, que acontece sob forte esquema de segurança.

Há uma semana, esta cidade da Saxônia tem sido palco de várias manifestações e tornou-se o epicentro da mobilização contra os requerentes de asilo na Alemanha depois do assassinato de um alemão no último fim de semana. Um assassinato pelo qual a justiça prendeu um iraquiano e um sírio.

Cerca de 600 pessoas caminhavam em passeata respondendo ao chamado de vários movimentos da direita radical, incluindo o partido Alternativa para a Alemanha (AFD) e o movimento anti-islã PEGIDA.

Em resposta, várias associações e partidos políticos progressistas, cerca de 3.500 pessoas, segundo a polícia, marcharam sob o lema "mais coração e menos ódio".

"Nós não vamos deixar extremistas de direita destruir o nosso país e nossa democracia. Nem em Chemnitz, nem na Saxônia, ou em qualquer outro lugar na Alemanha. A nossa Constituição deve prevalecer. Devemos defendê-la. Agora!", declarou um dos líderes dos Verdes, Cem Özdemir, em um tuite acompanhado por uma foto dele com vários manifestantes.

O governo, através do ministro das Relações Exteriores Heiko Maas, expressou apoio a esta mobilização.

"A Segunda Guerra Mundial começou 79 anos atrás. A Alemanha causou sofrimento inimaginável na Europa. Embora haja pessoas que desfilam novamente nas ruas fazendo a saudação nazista, o nosso passado histórico nos obriga a defender resolutamente a democracia".

 

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