Duque exige ao ELN libertação de reféns para retomar diálogo

O presidente da Colômbia, Iván Duque, exigiu novamente nesta quinta-feira (30) à guerrilha do ELN que liberte os sequestrados como um primeiro gesto de "vontade de paz", diante de uma eventual retomada dos diálogos que ficaram em suspenso em Cuba.

Duque acrescentou que só conversará com esse grupo se este estiver disposto a "suspender todas as atividades criminosas" e a acordar a sua "desmobilização, desarme e reinserção".

"Mas a premissa tem que ser que suspendam todas as atividades criminosas, começando pela libertação dos sequestrados. Não podemos legitimar a violência como um mecanismo de pressão ao Estado", declarou o presidente.

Duque reafirmou as suas condições ao Exército de Libertação Nacional (ELN), durante a entrevista coletiva dada em conjunto com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ao fim da sua visita à Colômbia.

Desde que as negociações de paz terminaram em agosto com o governo do ex-presidente Juan Manuel Santos, o ELN tomou nove pessoas como reféns: quatro militares, três policiais e dois civis.

Embora já tenha anunciado a sua disposição de libertá-los, o ELN não concordou com o governo quanto aos protocolos de segurança para tornar a entrega possível.

Ao assumir o poder, Duque disse que dentro de um mês deveria decidir se as negociações seriam retomadas com a última guerrilha ativa no país.

"Esses 30 dias terminam em 7 de Setembro (...) Analisei e vejo com preocupação que ocorram atos graves de violência. Sequestros, extorsões, ataques terroristas, que obviamente mostram tudo, menos um desejo genuíno de paz", declarou o presidente nesta quinta-feira.

 

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