Cidade do pecado quer o perdão

-->Pattaya, mar cada pela pr ostituição, agora tenta r egenerar sua imagem com turismo-->Thomas Fuller-->THE NEW YORK TIMES-->Em algum lugar do m undo de v e e xistir uma cidade de r eputação pior , um local mais dedicado à indústria do se xo e mais notório como r efúgio de criminosos em fuga? Pr ovave l m ente não . Quando a noite c hega a este local pr aiano , um mar de luz es r osa de néon lança um brilho cobr e os r os - tos de milhar es de m ulher es (e al - guns homens) sentadas em bancos de bar es, esper ando clientes. Se Las V egas é a cidade do pecado , P atta y a é o a b r aço de Lú- cifer em pessoa. E, mesmo assim, em meio às vielas r epletas de bar es e uma pr aia po v oada com o que os tai- landeses c hamam eufemistica- mente de “m ulher es de ser viço”, há sinais de m udança. Casais indianos, g rupos de e x - cur são c hineses e f amílias russas em férias passeiam pela cidade. Uma dúzia de hotéis de luxo a bas - tece m ultidões de final de semana. P atta y a possui um númer o maior de r estaur antes c hiques, um festi v al an ual de música e, o mais impr o - váv el, torneios r egular es de pólo . Há tempos consider ada uma ci- dade corr ompida, P atta y a está ga- nhando r espeita bilidade. A duas hor as de carr o de Bang - coc, P atta y a er a pouco mais que uma vila de pescador es há quatr o décadas, quando soldados americanos luta v am na guerr a do V ietnã. Dez enas de milhar es de soldados solitários armados, com dólar es, busca v am uma pausa da guerr a n um país de pobr eza r elati v a, poli - ciamento fr aco e uma pos - tur a historicamente tole - r ante em r elação à pr os - tituição . O r esultado er a pr e visív el. P atta y a sobr e vi v eu à partida dos soldados e x - pandindo seu turismo se xual. V i - sitantes na T ailândia na década de 70 r ece biam f olhetos, no aer oporto de Bangcoc, mostr ando f otos de companhias disponív eis. O quios - que no aer oporto não e xiste mais, mas o negócio contin ua ati v o .-->Mudanças vêm por aí-->Nos últimos anos, porém, a in- dústria do turismo em P atta y a buscou di v er sificar sua base de clientes. Os ger entes dos hotéis apr ender am que, apesar das pia- das sobr e as indústrias à pr o v a de r ecessão , depender e xclusi v a - mente de uma clientela ocidental masculina não er a m uito sábio . Hoje, as agências de turismo buscam visitantes das economias emer gentes da China e Índia. – Houv e uma m udança, defini - ti v amente – disse Sh y am An ugon - da, 39, ad v o gado de Bangalor e, na Índia, cuja primeir a viagem a P at - ta y a f oi há oito anos, quando er a solteir o . – Antes, a coisa er a mais dir ecionada ao se xo – disse An u - gonda enquanto comp rava tecidos com sua esposa, Ka vitha. O go v erno está estim ulando o r eposicionamento de P atta y a ao de - sen v olv er um plano ger al par a a cidade, incluindo um monotrilho par a ajudar a ali viar os congestio - namentos, um litor al r edesenhado e uma linha férr ea de alta v elo - cidade até Bangcoc. O plano esper a apr o v ação do Ga binete tailandês. A polícia também diz estar ten - tando limpar a imagem da cidade. – Existem pessoas que diz em que P atta y a é o par a íso dos criminosos – disse o cor onel Atiwit Kamolr at, c hefe da polícia de imig r ação da pr o v íncia. – Agor a será impossív el eles se esconder em aqui. Desde o início deste ano , o ga - binete de Kamolr at pr endeu 12 cri - minosos estr angeir os que se escon - diam em P atta y a, disse Atiwit. Somc het T hinaphong, autorida - de encarr egada de instituir o plano de r edesen v olvimento da cidade, afirmou que a oper ação plástica de P atta y a custou 32 bilhões de baht, ou cer ca de US$ 1 bilhão .-->Descr entes da r egeneração-->Em P atta y a, porém, autoridades riem da noção de que a cidade pode ser totalmente limpa. A pagar a in - dústria do se xo de P atta y a é uma f antasia, segundo Niti K ong rut, di - r etor do ga binete de turismo do go v erno da T ailândia em P atta y a. – V ocê f ala de desen v olvimento sustentáv el, mas e quanto às pr os- titutas? Elas estão aqui há m uito tempo – disse Niti. –Não podemos fec har os bar es de strip-tease. Es- te é um país li vr e. Além disso , eles ger am dinheir o . Dur ante décadas, autoridades lutar am com a questão do que f az er a r espeito do lado se xual da cidade, disse Niti. – Hoje nós apenas o ignor amos e pr omo v emos outr as ati vidades. P ar a visitantes sem a intenção de participar dela, a indústria do se xo se tornou um tipo de es- petáculo , um distrito da luz v ermelha que f az seus corr espondentes de ou- tr as cidades par ecer em quase vitorianos. Olga Bidenk o , 28, turis - ta da Ucrânia que v eio a P atta y a com uma colega da empr esa de mar k eting onde tr a balha, disse ter se di v ertido pela W alkinh Str eet, uma via de apr o ximadamen - te 1,6 quilômetr os fec hada ao trá - fego automoti v o e r ec heada de ba - r es. O Se xy Air line é um dos mais popular es, onde m ulher es v estidas como aer omoças de outr os tempos pr o v ocam os potenciais clientes que passam por ali. – Ac háv amos que Amster dã er a a capital m undial do se xo – disse Bidenk o . – Mas agor a que esti v e aqui, consider o Amster dã uma ci- dade a bsolutamente r espeitáv el.-->INVESTIMENTOS -->– Indústria do sexo continua pr esente em Pattaya, mas gover no se esforça para adotar novos pontos turísticos