Polícia se rebela e deixa o Equador dividido ao meio

-->CRISE-->Hugo Chávez e Evo Moralez dizem que americanos sabotaram o país latino-->O pr esidente apr o v a uma lei – e um país inteir o entr a em conflito . Estado de e xceção é decr etado , e o pr esidente Raf ael Corr ea diz que está “pr onto par a morr er” pela pá - tria. Eis um r etr ato da fr agilidade da democr acia equatoriana. On - tem, pr otestos de centenas de agen - tes da P olícia Nacional e das F orças Armadas bloquear am as vias de acesso à capital, Quito . Ao mesmo tempo , oficiais da F orça Aér ea ocu - par am o aer oporto internacional, pr o v ocando seu fec hamento , en - quanto outr os militar es mar car am pr esença no Cong r esso . O moti v o do le v ante f oi a Lei de Ser viços Públicos, apr o v ada quarta-feir a na Assembleia Na- cional. De acor do com o docu- mento , o corte de benefícios eco- nômicos às f orças militar es teria o objeti v o de dimin u ir o déficit pú- blico do país. O p r esidente v enezuelano Hu- go Cháv ez, amigo do pr esidente Corr ea, apoiou a tese de um golpe “f ascista” per petr ado pelos Es- tados Unidos: – Os go v ernos que le v antam a bandeir a do socialismo democrá- tico têm estado na mir a da e x - tr ema dir eita, cujo amo sa bemos onde está: em W ashington – acu- sou Cháv ez, que con v ocou, em ca- ráter emer gencial, uma r eunião da União de Nações Sul-Ameri- canas (Unasul). Ev o Mor ales, pr esidente da Bo- lívia, apoiou Cháv ez e assinalou que “esta é uma tentati v a de gol- pe contr a a Alba e a Unasul”, blocos em que Corr ea é pr esiden- te interino . Em r eunião e xtr aor dinária, a Or - ganização dos Estados Americanos (OEA) r epudiou qualquer tentati v a de alter ar a or dem democrática es - ta belecida. O secr etário-ger al da OEA, J osé Miguel Insulza, alertou que uma tentati v a de golpe de Estado pode estar em andamento no país. Mais moder ado , o c hanceler br a - sileir o Celso Amorim emitiu um com unicado e xpr essando pr eocu - pação com a situação do Equador e pr estando apoio e solidariedade às instituições democráticas do país. Em visita ao Haiti, Amorim inf or - mou que o pr esidente Lula esta v a sendo inf ormado sobr e a situação . Os Estados Unidos também se manifestar am sobr e a instáv el si - tuação do país latino-americano . A secr etária de Estado Hillar y Clin - ton condenou a violência e o caos e pediu que o Equador tr a balhe pelo r esta belecimento “rápido e pací - fico” da or dem no país.-->Manutenção da lei-->Raf ael Corr ea esta v a no princi - pal r egimento militar de Quito quando os distúrbios se alastr ar am pelo país. Exaltado , afirmou: – Não dar ei nenhum passo atrás. Se quiser em matar o pr esidente, aqui estou, matem-no se ti v er em v ontade, matem-no se ti v er em po - der , matem-no se ti v er em cor agem, em v ez de ficar em co v ar demente escondidos na m ultidão . Se qui - ser em destruir a pátria, aí está. A poiado em uma m uleta – por estar r ecém-oper ado no joelho –, o pr esidente se viu atacado ao sair do quartel, mas f oi ajudado por segu - r anças. Uma bomba de gás lacri - mo gêneo f oi lançada sobr e ele, e, com suspeita de asfixia, f oi le v ado imediatamente ao Hospital da P o - lícia Nacional, onde ficou r efugiado . Contr ariando as tr opas, o c hefe das F orças Armadas, gener al Er- nesto González, apoiou Corr ea: – Nós estamos n um Estado de dir eito , estamos subor dinados à máxima autoridade, que é o s e- nhor pr esidente da República.-->Sintoma de populismo-->– O que está acontecendo no Equador é algo car acterístico do neopopulismo , o socialismo do sé - culo 21 – comenta Alberto Pfeifer , especialista em r elações interna - cionais do Gacint, da Uni v er sidade de São P aulo (USP). – São r egimes que, por meio da desqualificação do ad v er sário , tentam se sobr epujar . Pfeifer e xplicou que, pelo f ato de os equatorianos vi v er em em cons - tante estado de tensão , a apr o v ação da lei f oi apenas o gatilho par a que estour asse o le v ante policial. F ernanda P ernasetti, pesquisado - r a do Obser v atório P olítico Sul-Ame - ricano , lembr a que a Lei de Ser viço Público é um dos instrumentos de Corr ea par a instalar a “r e v olução ci - dadã”. F ernanda lembr a di v er gên - cias na própria base go v ernista: – A apr o v ação do te xto f oi aper - tada, e as discr epâncias cr escer am ainda mais depois de analisado o conteúdo do v eto feito pelo pr e - sidente – e xplicou, lembr ando que o pr esidente co gita usar o dispositi v o constitucional c hamado “morte cruzada” par a dissolv er a Assem - bleia e con v ocar eleições. Esse dispositi v o também decr e - taria um pleito pr esidencial.-->REVOL T A -->– Policiais vão às r uas-->APOIO -->– Segurança ajuda Cor r ea, que se r ecupera de cir ur gia no joelho