O patrão foi demitido

-->Odemitido-->Mais independentes, países latino-americanos agem agora sem obrigação de agradar aos EUA-->O linguista americano Noam Chomsk y criticou, esta semana, a política dos Estados Unidos na América Latina. O intelectual, do Massac husets Institute of T ec h - nolo gy (MIT), uma das 16 per- sonalidades que r ece ber am o tí- tulo de doutor honoris causa na Uni v er sidade Nacional A utôno- ma do México (Unam), disse que as pessoas aos poucos “dão passos par a a própria independência”. – A América Latina per deu es - paço , na agenda americana, dur an - te os anos Bush e sua Guerr a ao T err or . E Obama ainda não tem um pr o g r ama clar o par a a r egião – co - menta Arthur Bernar des, cientista social da UFRJ . – Não inter essa à maioria dos países latino-america - nos se v er no v amente sob influên - cia intensa dos Estados Unidos. P ar a Bernar des, esse mútuo mo - vimento de af astamento gar ante a r elati v a autonomia que esses países conquistar am na última década.-->Par ceria na r egião-->A Colômbia, principal par ceir o comer cial dos americanos na r e - gião , pode e xpandir o Plano Co - lômbia (de auxílio ao combate às guerrilhas) par a o r esto da r egião . O encontr o dos pr esidentes J uan Man uel Santos e Bar ac k Obama r esultou na criação de uma no v a agenda. No go v erno Geor ge Bush, o então pr esidente Álv ar o Uribe fe - c hou um acor do de cessão de sete bases militar es par a o combate à às guerrilhas. A pesar da justiça con - sider ar o acor do inconstitucional, o pr ojeto criou atritos com os países do continente. – A incapacidade do go v erno co - lombiano de derr otar a guerrilha, de um lado , e sua r ecusa em aceitar a negociação política, por outr o , a bri - r am caminho par a que os Estados Unidos fiz essem do país um entr e - posto militar no continente – analisa W illiams Gonçalv es, pr ofessor de história da UFF .-->Honduras dividiu opiniões-->Outr a polêmica no continente se deu na época da deposição do pr esidente Man uel Zela y a, em ju--->nho de 2009. No discur so de a ber- tur a da 65ª Assembleia Ger al da ONU , o c hanceler br asileir o Celso Amorim criticou o golpe, r eite- r ando a posição br asileir a . – Condenamos r etr ocessos an- tidemocráticos. O r eg r esso do e x-pr esidente Zela y a é indispen- sáv el par a a normalização plena das r elações de Hondur as com o conjunto da r egião – declar ou. Obama lo go consider ou o golpe um atentado às instituições demo - cráticas. Mas quando o caso passou às mãos de Hillar y Clinton e do De - partamento de Estado , os EU A pas - sar am a apoiar o go v erno golpista. – A partir dessa m udança de posição , Br asil e EU A passar am a jo gar uma queda-de-br aço , tendo Hondur as e Zela y a como r eferên- cia – diz Gonçalv es, alertando que o jo go ainda não aca bou, já que outr os go v ernos latino-america- nos não aceitam o go v erno de P o r- firio Lobo na Or ganização dos Es- tados Americanos. Da vid Fleisc her , cientista po--->Stan Honda / AFP-->OBAMA – Apesar de mudanças na política exter na, EUA não têm tanta força-->lítico e pr ofessor emérito da UnB, acr edita que o histórico br asileir o não v alida as r eclamações. – O Br asil r eclamou que não po - deriam ser consider adas “legíti - mas” eleições r ealizadas n um go - v erno autoritário , Mas em 1982, o r egime militar no Br asil r ealiz ou eleições dir etas par a go v ernador – lembr a Fleisc her . – Naquela época, o P artido dos T r a balhador es (PT) não r eclamou, Lula f oi candidato ao go v erno de São P aulo , e o PT elegeu oito deputados.-->patrãofoi