O reflexo do crescimento do número de usuários de crack nas ruas da cidade do Rio de Janeiro vem sendo sentido no Tribunal de Justiça do Rio.
Isso porque não para de aumentar a quantidade de pais de dependentes, que, desesperados, procuram a Justiça, pedindo a interdição dos filhos, além de exigir tratamento do poder público.
Mal sabem eles que o caminho é tortuoso e a caminhada é longa ...
Na 4ª Vara de Órfãos e Sucessões, por exemplo, a juíza Andréa Pachá aponta pilhas de processos deste tipo. "Não há juiz no mundo que consiga garantir que um dependente químico vá ser recuperado. A interdição é a ponta do iceberg", diz, antes de acrescentar: "Não existe tratamento eficaz sem a adesão do usuário. Não sei como vai ser resolvido o problema do crack. Não faço ideia mesmo"
O tempo passa e a Prefeitura do Rio não aumenta o número de Centros de Atenção Psicossociais para Álcool e Drogas, os chamados CAPS-AD, que servem de ambulatório para os viciados.
Sem luz no fim do túnel, resta aguardar mais pressão do Ministério Público do Rio na Secretaria Municipal de Saúde.