Desordem no plenário

O secretário municipal de Governo, Rodrigo Bethlen, bem que tentou, mas não conseguiu angariar um mínimo de atenção dos nobres vereadores cariocas para a leitura da mensagem do prefeito Eduardo Paes, na qual o mandatário máximo da cidade avaliou sua gestão em 2012 e estabeleceu parâmetros para o governo neste ano. Com o plenário cheio na sexta-feira (15) - fato raro na Casa - instalou-se uma verdadeira balbúrdia no plenário.

O presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), interrompeu por diversas vezes a longa explanação de Bethlen para cobrar uma postura mais republicana dos colegas, que deram as costas e formaram rodas para jogar conversa fora, aos risos. Os poucos cidadãos que estiveram nas galerias chegaram a discutir rispidamente com os parlamentares, alegando que tentavam ouvir a mensagem de Paes, mas a algazarra não permitia.

Com raríssimas exceções, os vereadores cariocas pareciam não dar muita trela para o que o governo municipal informava, muito embora o comunicado tenha tratado da economia, infraestrutura e dos principais serviços da cidade, como saúde e educação.

A conduta contrasta com a ilibada atenção dispensada ao discurso de Eduardo Paes em sua posse na casa, no dia 1º de janeiro. Talvez, sem a obrigação de bajular o prefeito, os parlamentares tenham mudado de comportamento. Resta saber se a população é quem pagará o preço pela desatenção.