PSOL: candidatura para quem?

Em litígio com a cúpula do PSOL no Rio de Janeiro, o vereador Jefferson Moura, fundador e ex-presidente estadual da legenda, está prestes a migrar para o partido de Marina Silva. Admite que vai participar do evento de fundação, neste sábado (16), e coletará assinaturas para viabilizá-lo, mas, por hora, ainda não se filiará. Moura se diz disposto a tentar mais uma vez convencer os psolistas a abrirem mão de uma candidatura própria e apoiarem a ex-ministra do Meio Ambiente em 2014.

Para Moura, o partido tem sido prejudicado por uma guerra de correntes internas e tomado pela burocracia, que ele já definiu como "stalinista". Para ele, os socialistas digladiam-se internamente, pensando apenas no prestígio de seus grupos:

"Não aceito que o PSOL reproduza uma candidatura presidencial sectária e estreita, que fala para ela mesma, como foi a do Plínio de Arruda Sampaio em 2010. Hoje o partido possui várias correntes. Cada uma delas tem um candidato à presidência e vê a candidatura a serviço da construção de seus grupos políticos. Essa é a divergência que eu tenho, defendo um projeto para o Brasil, nesse momento com a Marina Silva", ataca.

O mal estar com a permanência de Jefferson Moura no partido é evidente. Ele usou a tribuna da Câmara para criticar a punição que recebeu na Executiva estadual, supostamente por apoiar Marina Silva. Enquanto ele falava, Renato Cinco foi até Paulo Pinheiro. Pelo gestual, os outros dois psolistas presentes na sessão criticavam a atitude.