Eduardo Cunha, a estratégia "anti-fofoca" e o desprezo a Dirceu

Assessores do deputado federal Eduardo Cunha (RJ) à liderança do PMDB na Câmara dizem não levar a sério as contagens de votos divulgadas pelos adversários Sandro Mabel (GO) e Osmar Terra (RS). Para ele, as previsões não passam de piada uma vez que, somadas, extrapolam em algumas dezenas o número de votantes.

Confiando na vitória e querendo evitar as fofocas, o parlamentar fluminense decidiu fazer segredo dos seus próximos passos na busca por eleitores.

Cunha, alega seguir a velha máxima de Tancredo Neves: eleição e mineração, só depois da apuração. Ou seja, pretende continuar buscando seus votos, mas não vai mais revelar seus encontros com governadores e caciques políticos do partido. Prefere o sigilo, para evitar que seus próximos passos virem alvo da "boataria" dos rivais.

O problema de Cunha é que não lhe faltam rivais, a começar, segundo dizem, pela própria presidente Dilma Rousseff, que não nutririra nenhuma simpatia pela escolha dele como líder partidário do principal aliado. 

Já o possível apoio de José Dirceu ao concorrente Sandro Mabel, segundo os assessores de Cunha, não causa inveja. Eles dizem que pode ser um tiro no pé, causando mais perdas do que ganho.

Ou seja, desprezam o poder de articulação do ex-ministro, o que nem a oposição tem coragem de fazer.