Ratos no tribunal

Foi inaugurado com pompa e circunstância, no dia 18 de dezembro, o novo prédio do Fórum de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A obra era aguardada há anos pela comunidade jurídica da região, mas, menos de um mês depois, o prédio encontra-se interditado. O motivo é, no mínimo, curioso: uma infestação de ratos.

A situação chegou a tal ponto que a juíza Ana Luíza Menezes de Abreu, da 2ª Vara de Família, escreveu, em ofício enviado à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) no último dia 15, que não poderia "garantir a integridade da saúde daqueles que manuseiam os autos". Os roedores estão destruindo e contaminando com suas fezes inclusive os processos, adverte. 

O local já havia passado por uma desratização no dia 12 de janeiro, mas de nada serviu diante da infestação. O apelo parece ter chegado aos ouvidos do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, pois no dia seguinte o prédio, onde funcionam quatro varas de família e uma de cível, foi interditado. Só será reaberto nesta terça-feira (22).

O que o TJ-RJ não sabe informar é como um prédio com menos de um mês de uso pode estar infestado de ratos. Segundo o Tribunal, a obra, cujo custo não foi informado, não apresentou nenhum problema. É o típico caso em que filho feio não tem pai.