Niemeyer, o exemplo do avô

O arquiteto Oscar Niemeyer costumava repetir a história de seu avô, Antônio Augusto Ribeiro de Almeida, que virou nome da rua onde a família morou, no bairro de Laranjeiras, no início do século.

Natural de Maricá (RJ), Ribeiro de Almeida foi juiz de Direito, desembargador da Relação da Corte, juiz da Corte de Apelação, já na República e, como tal, chegou a ministro do Supremo Tribunal, onde teve assento entre 1896 e 1913, quando faleceu.

Em vida, o arquiteto dizia, como o fez no livro Igrejas de Oscar Niemeyer (Editora Nosso Caminho, 2011) que era “importante recordar que meu avô, ministro do Supremo Tribunal Federal, por vários anos, morreu pobre, obrigando-nos a deixar a casa hipotecada para morar numa casa modesta em Ipanema”.

E pensar que hoje, não é preciso nem chegar ao Supremo para que muitos magistrados morem em prédios suntuosos, como preços exorbitantes.