Niemeyer no avião, só depois de morto

Não resta a menor dúvida que Oscar Niemeyer merecia todas as homenagens que o governo Dilma Rousseff lhe prestou, inclusive abrindo o Palácio do Planalto - por ele projetado - para o seu velório, honraria que antes somente Tancredo Neves e José de Alencar tiveram.

Porém, mesmo se tratando de merecidas homenagens, fizeram com ele morto o que jamais fariam em vida. 

Como é público, o medo de avião fazia Niemeyer só viajar para a capital federal de carro, o que demorava, em gersal, dois dias.

Desta vez o submeteram a, no mínimo, três horas de avião em um mesmo dia, com a ida e volta à Brasília. 

Logo ele, que dizia que avião, nem morto.