Prédio da Cruz Vermelha pode ser vendido em um mês

A liminar que sustou o leilão do prédio-sede da Cruz Vermelha Brasileira (CVB), no Centro do Rio, foi derrubada por 4 votos a 1, segundo acórdão publicado na tarde desta sexta-feira pelo Tribunal Regional do Trabalho. Assim, a entidade filantrópica que responde a mais de 200 ações trabalhistas na Justiça pode ser despejada em breve.

Marcada para acontecer no dia 5 do mês passado, a venda pública teve que ser interrompida porque os advogados da CVB ingressaram com mandado de segurança pedindo reavaliação do prédio. Na ocasião, o pedido foi acatado pelo desembargador Jose Antonio Piton, contrariando a decisão do juiz titular da 38ª Vara do Trabalho, Mateus Alexandre Romano. 

Segundo as decisões de Romano, a CVB teve tempo suficiente para pedir a reavaliação do prédio. Mas não o fez. O mandado foi impetrado poucos dias antes da data marcada para o leilão, em clara tentativa de ganhar tempo. 

Os colegas de Piton, no entanto, não embarcaram na mesma onda e cassaram a liminar. Assim, no máximo em um mês, um novo edital do leilão deve ser publicado. Com a venda do prédio será possível pagar ex-funcionários que aguardam há mais de dez anos receber seus direitos trabalhistas.