Flamengo: oposição se une para derrubar Patrícia

Como o Jornal do Brasil já havia sinalizado, o número de chapas do Flamengo diminuiu mais uma vez: de cinco, já restam apenas quatro e, pelo andar da carruagem, este numero pode se reduzir ainda mais.  

Lysias Itapicurú, da Chapa Verde, confirmou nesta segunda-feira(26) algo que já se falava nos bastidores desde sábado: a união com Jorge Rodrigues, da Chapa Rosa, surpreendendo os que consideravam certa sua junção com Eduardo Bandeira de Mello, da Chapa Azul.

Ronaldo Gomlevsky, da Chapa Branca e que não parecia muito propenso a uma união de chapas, foi procurado pela chapa de Rodrigues e prometeu avaliar as possibilidades e tomar uma decisão nos próximos três dias sobre o que fazer com a sua candidatura.

A procura apenas confirma o que Lysias anunciara antes, isto é, correr atrás de Gomlevsky para a chapa Branca juntar-se também à Rosa, de Rodrigues. Este movimento, para Lysias é a chamada "governabilidade compartilhada".

Eduardo Bandeira de Mello, da Chapa Azul, é o próximo da lista de apoios buscados por Jorge Rodrigues, que parece ser hoje o candidato com maior poder de aglutinação na oposição rubro-negra.

Mas, na oposição à Patrícia, a maioria não quer ver a turma de Bandeira de Mello como cabeças de chapas. Acham que lhes falta uma maior identificação com o clube.

Tudo se encaminha, pelo visto, para a disputa se reduzir a três chapas. A união da oposição é quase total, contra a administração de Patrícia Amorim, definida por um dos candidatos como "incompetente", e que "fracassou" em seu mandato pelo Flamengo. 

Como se vê, o dia 3 de dezembro promete ser um dia mais agitado e decisivo do que qualquer jogo de futebol que o Clube de Regatas Flamengo tenha disputado em 2012. O pleito é considerado um divisor de águas no clube. E as águas estão turbulentas.