Receita leiloou BMWs de Sheik e Diguinho

Sem maiores alardes, no final de julho, a Secretaria da Receita Federal promoveu o leilão de oito dos 22 carrões importados apreendidos, em outubro do ano passado, na operação Black Ops.

Eram carros que segundo auditores da receita, foram importados ilegalmente, pois já seriam utilizados e a legislação brasileira só permite a importação dos novos, zero quilômetros.

Dos oito oferecidos, sete foram vendidos, inclusive os dois BMW X6 que constam como importados pelo jogador corintiano, Marcio Passos de Albuquerque, o Emerson Sheik.

Um deles foi apreendido quando estava na posse do jogador do Fluminense Rodrigo Oliveira de Bittencourt, o Diguinho, que dizia ter comprado do colega. O segundo BMW , que Sheik nega que tenha importado apesar de terem sido descobertas remessas de valores da sua conta para a exportadora, estava em poder da Rio Orla, empresa que administra os quiosques da beira-mar do Rio de Janeiro.

Diguinho chegou a ter direito a receber o carro de volta, por uma decisão do juiz Gustavo Mazzocchi, mas foram tantas as exigências - caução de R$ 315.080,00, assinar o termo de fiel depositário, pagar os tributos incidentes e zelar pela manutenção e guarda do veículo – que o jogador preferiu abrir mão do carro pelo qual disse ter desembolsado R$ 315 mil.

No leilão, um BMW foi vendida por um lance de R$ 195 mil e outro por R$ 188 mil. O lance mais alto, porém, foi dado no Porsche Cayenne S, apreendido em Timóteo (MG), arrematado por R$ 202 mil.

Os sete carros renderam à Receita Federal R$ 1,1 milhão em um leilão que totalizou R$ 1.372.572 com a venda de outros objetos apreendidos.

Como diz um velho ditado, quem paga errado, paga duas vezes. No caso, Diguinho e Sheik pagaram uma única vez, mas o dinheiro foi para o ralo e os carros para outros donos.