Os esquecidos da greve

Em meio a greves de grandes carreiras do funcionalismo fluminense, como técnicos e professores das universidades estaduais, instituições de menor vulto tentam obter alguma atenção por parte do governo do estado.

É o caso dos funcionários da Defesa Agropecuária. Responsáveis por fiscalizar riscos de contaminação na produção de alimentos, conter zoonoses, criar barreiras sanitárias contra doenças nas fronteiras do estado e até mesmo caçar morcegos hematófagos, os pouco mais de duzentos funcionários do órgão, por incrível que pareça, são subordinados à Secretaria Estadual de Cultura, como explicam.

Eles reclamam dos baixos salários: um médico veterinário, pelo que dizem, recebe em torno de R$ 2.500, enquanto um técnico agropecuário ganha apenas R$ 1.400.

"Não recebemos insalubridade, apesar de lidarmos diretamente com diversos tipos de doenças, nem qualquer benefício, como vale-transporte ou vale-refeição. Falta pessoal para realizar o trabalho. Nós é que garantimos a segurança do leite e da carne que a população consome, por exemplo", queixou-se a veterinária Daniela Batista, coordenadora do Núcleo de Defesa Agropecuária de Três Rios, que responde por outros cinco municípios da região, durante uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa, quando tentaram chamar a atenção para a luta da categoria.