Erro estratégico?

Na análise de membros do governo do Estado, a aliança entre o PR, que no Rio é comandado pela família Garotinho - Anthony, ex-governador, Rosinha, prefeita em Campos e Clarissa, deputada - e o DEM, liderado pelos Maias - Cesar, o ex-prefeito e candidato a vereador, e seu filho Rodrigo, deputado federal e candidato à prefeitura, tendo  Rodrigo e Cesar Maia -, pode ter sido um tiro no pé.

Tratou-se de uma estratégia equivocada, na opinião deste experiente observador e partícipe da política fluminense.

"Se viessem em duas candidaturas separadas, a de Rodrigo e a da Clarissa, provavelmente teriam, cada um, a mesma porcentagem que juntos têm agora", analisa.

A dupla, segundo as últimas pesquisas, estacionou nos 5%, índice muito baixo para os "herdeiros" de duas das principais famílias de políticos fluminenses. Verdade que, Maia, leva consigo ainda um outro fardo difícil de carregar: trata-se do candidato com maior índice de rejeição. Pelo Ibope, 32% dos pesquisados jamais votariam no filho do ex-prefeito, enquanto 27% se recusam a optar pelo peemedebista Eduardo Paes.