A cera de Patrícia Amorim

Patrícia Amorim se safou mais uma vez. Sob o risco de perder seu mandato de vereadora por infidelidade partidária, depois de trocar o PSDB pelo PMDB, a presidente do Flamengo vem sendo ajudada pelos constantes adiamentos do julgamento do processo, que se arrasta no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). No melhor estilo boleiro, Patrícia faz cera.

A ameaça ao seu mandato data de novembro de 2011, quando a também presidente rubro-negra abandonou os tucanos, que são oposição na Câmara Municipal, para aderir à bancada do prefeito Eduardo Paes.

O PSDB pediu na Justiça o mandato de volta. Depois de muitas idas e vindas, a ação ficou pronta para ser julgada em junho. Mas, nos últimos quinze dias, caiu da pauta duas vezes. O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, presidente estadual dos tucanos, queixa-se da demora, visto que a legislatura acaba de entrar nos seus últimos seis meses:

"Aguardo que se faça justiça, mas que todo processo tem sido postergado, isso tem", garantiu.